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Parlamentares querem saída do Brasil do Haiti

Parlamentares querem saída do Brasil do Haiti

Marcelo Rech, do Rio de Janeiro

 

Nesta 5ª feira, as comissões de Relações Exteriores, Trabalho e Direitos Humanos, da Câmara dos Deputados, realizam audiência pública para discutir a saída das tropas do Brasil do Haiti.

 

Para tanto, será ouvido o embaixador do país em Porto Príncipe. Igor Kipman afirmou que o horizonte para a saída das tropas é o segundo semestre de 2011.

 

Uma parte importante dos partidos que apóiam o governo Lula entende que os militares brasileiros integram uma força de ocupação no Haiti.

 

Entidades como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que possui representantes naquele país, pressionam os parlamentares para que aprovem uma medida exigindo a volta dos militares.

 

De acordo com Igor Kipman, “o Brasil está no Haiti atendendo pedido do governo local e sob mandato da ONU, comandando uma operação de paz”.

 

Segundo ele, as tropas poderão deixar o Haiti no segundo semestre de 2011. No dia 7 de fevereiro, o novo presidente toma posse e terá poder para solicitar a extinção da missão.

 

Em debate no 1º Seminário de Operações de Paz Pró-Defesa, realizado pelo Corpo de Fuzileiros Navais, a professora Mônica Hirst afirmou que “a presença no Haiti não pode estar divorciada da visão do outro de que somos uma tropa de ocupação”.

 

Na opinião do representante do Secretário-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Ricardo Seitenfus, “não é possível estabilizar uma sociedade que tem 70% de desemprego e onde mais de 90% dos recursos gastos são apenas em segurança”.

 

Para Seitenfus, a formação da Polícia Nacional Haitiana é essencial para que se possa definir o momento de sair.

 

“É claro que há desgaste com a presença dos militares. A segurança foi atingida, mas há incapacidade para se resolver os problemas sociais. Não existe guerra civil no Haiti. A classe política é que não se entende”, destacou.

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