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Parlamento brasileiro quer discutir acordo com Par

Parlamento brasileiro quer discutir acordo com Paraguai

O presidente do Senado do Paraguai, Miguel Carrizosa, esteve nesta quarta-feira em Brasília onde se reuniu com deputados e senadores com quem discutiu a ratificação do acordo firmado em 25 de julho pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, sobre Itaipu.

De acordo com o presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, deputado Severiano Alves (PDT-BA), os paraguaios não têm interesse em alimentar divergências.

“Itaipu não pode ser objeto de negociação, mas de preservação”, afirmou Alves.

Carrizosa também garantiu que o governo paraguaio tem interesse em preservar a integridade dos cerca de 500 mil brasileiros que vivem no país.

O acordo firmado pelos dois países contém 31 pontos e ainda não chegou ao Congresso brasileiro.

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, afirmou que a preocupação dos parlamentares brasileiros diz respeito aos custos financeiros do acordo.

Segundo ele, “o Brasil assumiu todo o custo da construção de Itaipu. Com relação aos financiamentos do BNDES ao Paraguai, às linhas de financiamento, aos projetos de incentivo na área de infraestrutura, não há nenhum questionamento da oposição. Queremos que o Paraguai se desenvolva com seus recursos próprios, mas estamos preocupados com a questão da revisão do preço da energia, que pode significar aumento de custos para os consumidores”.

O DEM pretende questionar os acertos feitos em Assunção. O partido entende que houve revisão do Tratado, o que só poderia ocorrer em 2023.

Azeredo explicou ainda que o acordo será aprovado desde que õ consumidor brasileiro não pague a conta.

Miguel Carrizosa é um dos fundadores do Partido Pátria Querida (PPQ), atualmente a quarta força política do Paraguai. Ele preside o Senado pela segunda vez e entre os cursos realizados, está um doutorado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Integração

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, será convidado para falar na Comissão de Relações Exteriores do Senado, sobre as propostas apresentadas pelo Brasil ao vizinho.

Na avaliação da oposição, Lula cedeu demais ao Paraguai quando deveria ampliar a ajuda aos brasileiros mais pobres.

Carrizosa também se reuniu com o presidente do Senado, José Sarney que garantiu apoio à proposta acordada pelos dois países.

Ele explicou ainda que a decisão do governo paraguaio de retirar o texto do protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul foi correta. O texto, segundo ele, seria rejeitado.

“No momento, diferenciamos a Venezuela e o seu povo das coisas que eventualmente possa realizar Hugo Chávez”, afirmou.

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