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27/10/2017
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28/10/2017

Parlamento da Catalunha aprova declaração unilateral de Independência

Marcelo Rech, especial de Madri – 

O Parlamento Autonômico da Catalunha acaba de aprovar por 72 votos a Declaração unilateral de Independência. Dez parlamentares votaram contra. A decisão confirma o resultado obtido pelo referendo realizado em 1º de outubro.

No entanto, o governo espanhol considera ilegal o processo e promete aplicar o artigo 155 da Constituição que suspende a autonomia catalã. Os partidos de oposição se retiraram da sessão e o presidente catalão, Carles Puigdemont negou-se a convocar eleições antecipadas.

A União Europeia já se manifestou deixando claro que não irá negociar com a Catalunha o seu ingresso na comunidade. A preocupação de Bruxelas é que o precedente aberto com este processo possa estimular outros movimentos separatistas e/ou independentistas na Europa.

Na avaliação de vários analistas europeus, a Independência da Catalunha é uma aberração uma vez que a região já conta com poderes próprios e benefícios no relacionamento com o governo central. A Catalunha é a região mais rica da Espanha e, na avaliação de analistas independentes, há primado pela arrogância. Os independentistas não estariam preocupados com as conseqüências.

Desde o início do processo, quase duas mil empresas deixaram a Catalunha para não perderem as condições de negociar com a União Europeia.

Análise da Notícia

A sociedade espanhola considera desastroso o dia de hoje com a proclamação unilateral da Independência catalã. Em Madri, as pessoas reagiram exibindo bandeiras do país nas janelas. Há um sentimento de unidade nas demais províncias e uma percepção de que a Catalunha está isolada neste processo. Mesmo os partidos de oposição ao governo espanhol pregam diálogo e entendimento. As consequências para os separatistas poderão ser extremamente duras, com possibilidade de prisão dos seus líderes.

Importante assinalar que o governo catalão acredita poder iniciar imediatamente as negociações para a adesão do “novo país” à União Europeia, apesar do bloco ter expressado, inclusive por escrito, que isso não ocorrerá. Neste momento, a cúpula do governo espanhol está reunida para decidir o que fazer com a província. Mariano Rajoy responsabilizou Puigdemont por esta situação. De acordo com ele, a Catalunha insistiu em desobedecer o que estabelece a Constituição. Já os meios de comunicação criticam os independentistas acusando-os de chantagistas.

Resta saber como a Espanha logrará restabelecer o Estado de Direito e, com isso, frear os ânimos separatistas em outras partes do país e da Europa. Este é um dos temores mais imediatos por aqui.

 

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