Brasília, 21 de outubro de 2018 - 07h18

Corrupção

02 de fevereiro de 2017
por: InfoRel

Brasília - O parlamento venezuelano decidiu investigar os contratos da construtora brasileira Odebrecht no país, estimados em US$ 16 bilhões. De maioria oposicionista, a Assembleia Nacional quer conhecer detalhes sobre o pagamento de subornos a funcionários venezuelanos por parte da empresa.



De acordo com o deputado Juan Guiadó, “a cifra dos contratos com a Odebrecht na Venezuela ascende aos US$ 16 bilhões. O caso gerou um escândalo em nível mundial, mas na Venezuela não. Apelo para que a Justiça do país também investigue as denúncias”, afirmou.



A aprovação deu-se sem a presença de parlamentares da situação e o governo venezuelano não se manifestou a respeito das denúncias. A Odebrecht chegou à Venezuela levada pelo então ex-presidente Lula, o que seria a razão principal do silêncio em Miraflores.



Por outro lado, a Justiça venezuelana, controalda pelo regime chavista,  já teria solicitado informações sobre o caso ao ministério Público brasileiro na semana passada e teria emitido uma ordem de apreensão contra uma pessoa, ainda não identificada, supostamente vinculada ao caso.



A Venezuela é o segundo país da América Latina onde a Odebrecht mais pagou subornos, cerca de US$ 98 milhões, atrás apenas do Brasil, segundo declarações do ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, que está preso há mais de dois anos.



O deputado Julio Montoya afirmou que várias obras importantes a cargo da Odebrecht estão inconclusas apesar de a empresa ter recebido os recursos. Segundo ele, “foram pagos US$ 419 milhões para a Linha 5 do Metrô de Caracas e US$ 527 milhões para a Linha 2 do Metrô de Los Teques, que não estão prontas e já deveriam ter sido entregues”, explicou.



“É importante que a Comissão de Controle investigue cada um desses casos. Há mais de US$ 20 bilhões em obras inconclusas e a Odebrecht é apenas a ponta o iceberg”, destacou ao assegurar que “os subornos e sobre-preços praticados pela Odebrecht na Venezuela superam US$ 1 bilhão”.


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