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Diplomacia

Patriota: não há data para retorno do Paraguai aos blocos regionais

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, 58, afirmou que não há data para o retorno definitivo do Paraguai ao Mercosul e à Unasul, mesmo que as eleições deste domingo, 21, sejam reconhecidas internacionalmente como legítimas e transparentes. Também garantiu que a Venezuela irá superar o atual momento político sem interferências externas.

Para o chanceler brasileiro, “a era da ingerência por parte de potências hemisféricas ou de outras regiões está ultrapassada”. Nesta semana, ele foi tachado de canalha em editorial do principal jornal paraguaio, o ABC Color. Com 34 anos de Itamaraty, Antonio Patriota prefere não polemizar.

“A eleição é agora, mas a posse é só em agosto, então existe um grupo que foi criado em decorrência da decisão de suspensão do Paraguai sob coordenação do ex-presidente peruano Salomón Lerner, que manteve contato com as autoridades eleitorais paraguaias, e os países aguardarão um relatório. Ainda não há definição de passos, mas imagino que poderá haver uma reunião da Unasul para tomar nota, mas poderá ser uma reunião com vice-ministros. Minha expectativa é que o processo seja respeitado, mas aguardaremos o pleito e as observações para nos certificar”, afirmou.

O irmão de Patriota, Guilherme, que trabalha com o Assessor Internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, está em Assunção para acompanhar o processo.

Sobre a Venezuela, o ministro das Relações Exteriores explicou que não é aceitável qualquer possibilidade de interferência externa e que as tensões atuais são episódicas pós-eleição.

Segundo ele, “uma coisa é a cooperação, aquela que é buscada pelo país, que é livre para escolher seus parceiros e estabelecer as condições. A era da ingerência por parte de potências hemisféricas ou de outras regiões está ultrapassada e espero que não volte, pois trabalhamos para isso, já que somos sociedades democráticas e que se integram cada vez mais e se fortalecem também”. 

Argentina

Outra pedra no sapato do Brasil é a relação com a Argentina. Empresários brasileiros reclamam dos obstáculos impostos pelo governo argentino. Recentemente, a Vale teve suas atividades suspensas no país, o que coloca em risco o projeto de potássio, em Mendoza. O ministro minimizou o problema e afirmou que a suspensão foi uma decisão empresarial.

“A suspensão das atividades da Vale foi decidida pelo conselho da empresa. Há situações em que as decisões são tomadas pelos atores privados. É o caso. Em relação à Argentina, podem surgir situações, comerciais e de investimentos, mas é um país que é um parceiro estratégico. Nosso futuro está indissociável e juntos chegaremos mais longe do que separados. Não há o chamado plano B, como dizem alguns empresários. Mas isso não significa que não tenhamos de trabalhar na busca da superação das dificuldades”, explicou.

Antonio Patriota revelou ainda que existe a possibilidade da presidente Dilma Rousseff viajar aos Estados Unidos até o final do ano. Ele tem conversado com o Secretário de Estado John Kerry sobre temas como Síria, Irã e a agenda de paz e segurança. Os dois devem reunir-se até o final do mês em Brasília ou Washington, ainda não há decisão.

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