Brasília, 17 de novembro de 2018 - 05h52

Pelotões de Fronteira garantem a defesa nacional

13 de novembro de 2011
por: InfoRel
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Bonfim, Roraima - O município de Bonfim distante 125 km de Boa Vista, localiza-se na porção centro-oriental do Estado e é ligado à capital por meio da BR - 401. Com uma população de cerca de 10,3 mil habitantes, possui uma das menores densidades demográficas do país, com apenas 1,28 habitante por km².



Com uma área de 8,1 mil km², a cidade corresponde a 3,61% de Roraima. Mais de 20% do seu território é formado por terras indígenas. A hidrografia de Bonfim é representada pelos rios Branco, Tucutu e seus afluentes. O Tucutu serve de marco divisório natural entre o Brasil e a Guiana.



Ali está sediado o 1° Pelotão Especial de Fronteira (PEF) com um contingente de cerca de 70 guerreiros de selva. São eles os responsáveis pela defesa nacional naquele ponto extremo da fronteira norte brasileira.



O PEF de Bonfim está subordinado à 1ª Brigada de Infantaria de Selva (Brigada Lodo D´Almada) sediada em Boa Vista, criada em 13 de novembro de 1991, passando a funcionar a partir de 1º de janeiro de 1992, com a transferência do Comando da 1ª Brigada de Infantaria Motorizada de Petrópolis (RJ) para Roraima.



Foi denominada Brigada Lobo D´Almada em homenagem ao Brigadeiro português Manoel da Gama Lobo D´Almada, que chegou ao Brasil em 1780, para comandar a Fortaleza de Macapá e garantir a soberania portuguesa na região.



Basicamente, o trabalho desses militares se dá por meio de patrulhamentos e operações destinadas ao combate de ilícitos transnacionais. Na extensa fronteira brasileira, são comuns o narcotráfico, tráfico de armas, contrabando e, principalmente no norte, atividades de garimpo.



Os guerreiros de selva destinados aos pelotões de fronteira são preparados no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), que funciona em Manaus. A unidade é considerada uma das melhores do mundo na preparação de militares para o combate na selva.



Além do combate propriamente dito, os militares atuam em dezenas de atividades subsidiárias com ênfase no apoio à população civil tanto em situações de emergência, como catástrofes naturais, como no dia-a-dia de uma região marcada pela fraca presença do Estado.



Em missões de patrulhamento, é comum os militares socorrerem ribeirinhos e indígenas, assim como fazerem o registro civil de pessoas que nascem e vivem na selva.



Os soldados que servem no PEF geralmente são militares profissionais.



O 1° Pelotão de Especial de Fronteira é comandado pelo capitão Bulhões, um jovem que acumula seis anos a serviço ao país nas fronteiras com a Bolívia, Guiana e Venezuela.



Casado e pai de uma menina de oito meses, Bulhões tem orgulho em servir na região. A esposa que é farmacêutica foi contratada pelo Exército para apoiar o trabalho da enfermaria do pelotão. Ali, praticamente todos os atendimentos são voltados à população civil.



A integração entre os militares, suas famílias e a comunidade local, está entre as prioridades do Exército. Em sua esmagadora maioria, os PEF estão localizados em regiões remotas e extremamente precárias. Educação e saúde são quase inexistentes.



Por meio das Ações Cívico-Sociais (ACISO), os militares prestam aos brasileiros e estrangeiros que vivem nos limites fronteiriços, os atendimentos básicos que muitas vezes salvam vidas.



Ilícitos



Na fronteira com a Guiana, são comuns os casos de narcotráfico e contrabando - recentemente, o PEF de Bonfim apreendeu uma carga com dez mil camisas de uma grife européia que seriam revendidos do lado brasileiro. A Guiana não possui qualquer controle da sua fronteira.



Em Lethem, cidade guianense distante apenas 400 metros de Bonfim, são comuns as lojas de quinquilharias chinesas. Também é grande o número de carros roubados no Brasil revendidos na cidade.



Ali, deveria funcionar um batalhão de fronteira, mas o que se vê são soldados desarmados, em chinelos e uma infraestrutura que denuncia o completo desleixo do país por proteger ou fiscalizar o seu lado.

Assuntos estratégicos

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