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18/10/2016
Investigação
18/10/2016

Infraestrutura

Peru conhecerá em janeiro viabilidade do Corredor Bioceânico com a Bolívia

Brasília – O ministro de Transportes e Comunicações do Peru, Martín Vizcarra, informou nesta segunda-feira, 17, que em janeiro o país conhecerá se é viável ou não a construção do Corredor Bioceânico com a Bolívia, no trecho que corta o país. Vizcarra afirmou ainda que a conexão ferroviária que unirá os dois países ao Brasil, custará cerca de US$ 35 bilhões.

“O perfil do Corredor Ferroviário Bioceânico, trecho Peru, está em elaboração com financiamento do governo peruano e em janeiro, quando será concluído o trabalho, saberemos se é factível e rentável ou não uma interconexão ferroviária com a Bolívia”, explicou o ministro.

Ele destacou entre as obras em execução no sul do país a rodovia Tacna – Collpa – La Paz, trecho do quilômetro 43, fronteira com a Bolívia (144 quilômetros), que estará pronta em abril de 2018. No segundo trimestre de 2017, será entregue a autopista Juliaca – Puno. Martín Vizcarra disse que a construção e recuperação de rodovias fazem parte do processo de integração com a Bolívia e que no dia 4 de novembro, os dois presidentes procurarão avançar neste processo a partir de um gabinete binacional que se realizará em Sucre.

Brasil

O ministro peruano revelou ainda que está programada a atualização dos estudos de pré-investimento para a modernização do Porto de Iquitos e o início dos estudos para o porto fluvial de Santa Rosa. Os portos de Saramiriza e Nuevo Pebas, já contam com recursos aprovados, enquanto que o terminal de Pucallpa já teve os estudos concluidos. Todos eles guardam relação direta com a interconexão ferroviária Peru – Brasil, cuja avaliação básica sai ainda neste mês.

“No entanto, o que desestima esta alternativa é o alto custo de investimento. Segundo o primeiro informe este eixo ferroviário estaria custando cerca de US$ 60 bilhões, dos quais US$ 35 bilhões corresponderia ao Peru”, disse. O alto custo deve-se, em grande medida, à quantidade de pontes e aos 650 quilômetros de túneis.

Com o Brasil, existem ainda outros três eixos multimodais em fase de execução, sendo um deles o IIRSA Norte, que conecta Paita – Yurimaguas via rodovia, portos, centros logfísticos e hidrovias.

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