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Peru defende projeto do Trem Bioceânico cortando a Bolívia

Brasília – Nesta quinta, 14, e sexta-feira, 15, representantes de seis países da América do Sul, mais Alemanha, Espanha e Suíça, se reunirão na cidade boliviana de Cochabamba para avaliar o plano técnico de execução do Trem Bioceânico Central, o maior projeto ferroviário de integração da região, que é defendido publicamente pelo vice-presidente peruano Martín Vizcarra.

De acordo com a chancelaria boliviana, autoridades do Brasil, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai, mais técnicos da Argentina, irão analisar os resultados de seis meses de trabalho. O objetivo é fazer com que a construção do Trem Bioceânico seja iniciada o quanto antes, informou o ministro de Obras Públicas da Bolívia, Milton Claros.

O vice-presidente peruano está na Bolívia onde já se reuniu com o presidente Evo Morales e o vice Alvaro García Linera. Os três conversaram sobre a importância da I Reunião do Grupo Operativo Bioceânico (GOB), sobre a construção do Trem Bioceânico Central, que unirá o Porto de Santos, no Brasil, com o Porto de Ilo, no Peru, interligando os oceanos Atlântico e Pacífico, antiga demanda brasileira.

A ferrovia, segundo previsões, iniciará em Santos, ingressará em território boliviano através de Puerto Suárez, cortará os municípios de Santa Cruz, Montero e Bulo Bulo, até chegar ao altiplano de La Paz, para sair no Peru e concluir no Porto de Ilo.

Construtores e financiadores da Alemanha, Suíça e, agora España, expressaram interesse em concretizar o projeto. Há três meses, a construção do Trem Bioceânico recebeu sinal verde na Alemanha. Estima-se em US$ 10 bilhões o custo total das obras.

O GOB foi criado durante a Reunião Técnica do Corredor Bioceânico de Integração, realizada em março de 2017, e ratificada na reunião plenária de maio, em La Paz, entre Bolívia, Paraguai e Peru.

O projeto do Corredor Ferroviário Bioceânico conta com quatro estudos de investimentos elaborados pela Bolívia: o primeiro, de prospectiva comercial, mercado e alternativas logísticas; o segundo, estratégico e corredor resultante; o terceiro, de avaliação ambiental estratégica e, o quarto, complementar de alternativas de traçado, desenho básico, e custos de construção e operação.

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