Comunicado Conjunto Brasil – Colômbia
24/10/2009
Polêmica
28/10/2009

Peru denuncia corrida armamentista na OEA

Peru denuncia corrida armamentista na OEA

Marcelo Rech, de Washington

Nesta sexta-feira, a embaixadora do Peru na Organização dos Estados Americanos (OEA), María Zavala Valladares, entregou ao Secretário-Geral da entidade, José Miguel Insulza, um documento onde o seu governo expressa preocupação com uma possível corrida armamentista na região.

Para o governo peruano, os países latino-americanos estão deixando de investir em áreas problemáticas como educação, saúde e geração de empregos, para destinar recursos à compra de armas.

De acordo com María Zavala Valladares, são gastos injustificáveis e a OEA tem a responsabilidade em limitar e controlar a aquisição de armamentos conforme prevê o artigo 2ª de sua Carta.

Em cinco anos, os países da região investiram cerca de US$ 180 milhões na compra de armas, canhões, aviões e navios, o que é considerado um absurdo pelo governo do Peru.

O governo peruano também informou que dará início à uma campanha contra o armamentismo na América do Sul.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, José Antonio García Belaunde, o país defende a criação de uma força de paz capaz de atuar contra as ameaças externas e a assinatura de um pacto de não-agressão entre os integrantes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

No mês passado, o presidente Alan García, enviou uma carta aos colegas sul-americanos que se reuniram em Quito, Equador, manifestando sua preocupação com o tema.

Essa carta também chegou a diversos parlamentos nacionais num trabalho que envolveu as embaixadas peruanas na região. Os chilenos, antigo rivais do Peru não gostaram da proposta.

Outro foco de preocupação é o acordo militar que a Colômbia deve assinar até o final do ano com os Estados Unidos.

Pelo acordo, sete bases militares colombianas serão utilizadas por cerca de 800 militares norte-americanos.

O Brasil lidera um movimento na América do Sul para exigir garantias da Colômbia de que nenhum território será violado em nome da luta contra o narcotráfico.

Para a Venezuela de Hugo Chávez, a decisão colombiana pode colocar a região numa guerra.

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