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Peru protesta na OEA por organização terrorista MR

Peru protesta na OEA por organização terrorista MRTA

Brasília – A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), de reclassificar a organização terrorista MRTA como “insurgente”, revoltou o governo peruano.

Desde 1992, a OEA considera o Movimento Revolucionário Tupac Amaru e o Sendero Luminoso como organizações terroristas.

O governo peruano apresentou uma nota de protesto assinalando o seu rechaço à decisão da CIDH de tratar como “insurgente” o MRTA.

De acordo com o governo peruano, a Resolução 587 do Conselho Permanente da OEA, aprovada em 1992, qualifica o MRTA e o Sendero Luminoso como grupos terroristas.

A Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu em 30 de dezembro, reclassificar o MRTA como “insurgente”, para pressionar o governo do Peru a se explicar detalhes da operação militar Chavín de Huántar, de 1997.

Nesta operação, a casa do embaixador japonês em Lima foi tomada por tropas antiterroristas após quatro meses seqüestrada por militantes do MRTA.

Para a CIDH, a decisão de reclassificar o MRTA resulta da decisão do Peru de não processar civilmente os militares que participaram da operação em que teriam sido cometidas execuções dos guerrilheiros.

A operação Chavín de Huántar foi realizada em abril de 1997 por uma tropa de elite que conseguiu a liberação de 71 reféns depois de 126 de cativeiro. A casa do embaixador japonês foi invadida por 14 guerrilheiros do MRTA.

Um refém, dois militares e todos os 14 guerrilheiros morreram na operação. Baseado em depoimentos de três subversivos, a CIDH pede a investigação dos militares que participaram da operação.

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