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Petrobras teme corte de gás na Bolívia

Petrobras discute cooperação com PDVSA e mantém preocupação com a Bolívia

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e o ministro de Energia e Petróleo e presidente da Petróleos de Venezuela (PDVSA), Rafael Ramírez, estiveram reunidos em Caracas, quando discutiram o fortalecimento da relações bilaterais a partir dos acordos subscritos pelos governos da Venezuela e do Brasil.

Durante o encontro, representantes das duas empresas destacaram a importância de se intensificar os trabalhos reativos a certificação da Faixa de Petróleo Pesado do Orenoco e a quantificação de reservas do campo Carabobo I.

Em relação à Refinaria Abreu e Lima, a ser construída em Pernambuco, ficou decidida a criação de um escritório conjunto no Rio de Janeiro, com técnicos da Petrobras e da PDVSA para realizar um acompanhamento contínuo dos estudos de engenharia do projeto.

No dia 16 de agosto, foi formalizada a doação do terreno para a refinaria pelo governo do estado e a contratação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para a realização dos estudos de impacto ambiental requeridos pelas normas brasileiras.

Mariscal Sucre

Nos próximos dois meses, as duas empresas pretendem revisar as variáveis econômicas, técnicas e comerciais sobre Mariscal Sucre. Somente depois que este trabalho for concluído, é que a Petrobras vai decidir sua partiipação no projeto.

Sobre o projeto de explotação de cinco campos maduros na Venezuela que ambas empresas estão estudando, os grupos tanto da Petrobras como da PDVSA terminaram os estudos necessários e, na próxima semana, os técnicos farão uma avaliação conjunta dos resultados alcançados com o objetivo de elaborar um plano de desenvolvimento desses campos e dos termos para a conformação da futura Empresa Mista.

De acordo com a Petrobras, sobre o projeto de Etanol, concordaram com a elaboração de um contrato de longo prazo de fornecimento de etanol da Petrobras para a PDVSA enquanto se desenvolve o projeto de produção na Venezuela.

No dia 16 de setembro, autoridades das duas empresas se reunirão no Rio de Janeiro para avaliar os resultados concretos obtidos a partir da cooperação firmada pelos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez.

Bolívia

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em que afirma a preocupação do governo brasileiro com relação a tomada do gasoduto Yacuíba-Rio Grande, pelos líderes da comunidade indígena Guarani, na Bolívia.

Segundo a nota do Itamaraty, “o governo brasileiro está acompanhando com grande atenção as negociações em curso entre o Ministro do Desenvolvimento Rural da Bolívia, Hugo Salvatierra, e as lideranças da comunidade indígena Guarani que, na noite do dia 19 de agosto, ocupou uma das estações de controle do gasoduto Yacuíba-Rio Grande, operado pela empresa Transierra, que é administrada pela Petrobras e também conta com participação acionária da empresa argentino-espanhola Andina e da francesa Total”.

O gasoduto Yacuíba- Rio Grande é um dos trechos alimentadores do Gasoduto Brasil-Bolívia (GASBOL). O índios ameaçam cortar o fornecimento de gás para o Brasil. Os governos brasileiro e boliviano não acreditam que a ameaça seja cumprida.

Eles exigem a discussão de novas formas de compensação pela exploração das riquezas naturais de Santa Cruz de la Sierra, principalmente quanto ao desenvolvimento das regiões mais ricas em gás e petróleo.

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