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Petrobras e YPFB fecham acordo sobre gás boliviano

Petrobras e YPFB fecham acordo sobre gás boliviano

A Petrobras informou na tarde desta quinta-feira, que fechou um acordo com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), para o fornecimento de gás natural. Segundo a empresa, não haverá alteração de volumes ou na fórmula do preço de compra do produto.

O presidente Evo Morales que esteve em Brasília na quarta-feira, comemorou o reajuste de 285% no gás natural exportado para o Brasil. Ele chegou a ameaçar não vir ao país se o tema ficasse de fora da reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A exemplo do que já havia ocorrido em outras oportunidades, o governo brasileiro dobrou-se às exigências bolivianas e aceitou o aumento. Morales garantiu que o Brasil não sofrerá cortes no abastecimento do produto e a Petrobrás afirmou que o aumento não será repassado aos consumidores, o que não é confirmado pelo governo.

Ainda de acordo com a Petrobras, a YPFB assumiu o compromisso de registrar em cartório até o dia 15 de março os contratos de operação assinados com a Petrobras em 28 de outubro de 2006 e com a utilização de contratos de troca de gás (swap) por parte da Petrobras para adequar sua disponibilidade de gás para exportação com as exigências do mercado interno Boliviano.

Presente à reunião, o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, calcula que a Bolívia receberá pelo menos US$ 100 milhões a mais por ano com o novo contrato. Isso representa cerca de 8% em relação ao que o Brasil importou em 2006: US$ 1,260 bilhão.

Já o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou que o reajuste ficará entre 3% e 4%, o que daria à Bolívia, um lucro anual de no máximo US$ 50 milhões.

Biodiesel

Apesar das tensões que marcaram as reuniões entre brasileiros e bolivianos, autoridades dos dois países afirmaram que existe a possibilidade de o Brasil instalar uma fábrica de biodiesel na Bolívia.

Em março, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush visita o Brasil e este será um dos temas da agenda. Brasil e Estados Unidos estudam um acordo que permitiria a instalação de uma fábrica de biocombustível na América do Sul ou num país do Caribe.

Preocupado com a situação sócio-econômica da Bolívia, o país mais pobre da região, o presidente Lula afirmou que “o biodiesel pode significar oportunidade extraordinária de gerar emprego para a gente do campo na Bolívia. O biocombustível é a possibilidade dos países mais pobres conquistarem soberania, porque não é preciso ajuda dos países ricos”.

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