Polêmica
05/03/2006
Programa Nuclear
05/03/2006

Energia

Petrobrás enfrenta problemas na Argentina e Bolívia

A Petrobras enfrenta problemas na Argentina, onde duas áreas de concessão de exploração de gás, próximas a Mar del Plata, teriam sido anuladas pelo presidente Nestor Kirchner a pedido da estatal argentina Enersa.

Na Bolívia, o problema está nos preços. O governo boliviano confirmou que vai aumentar os preços do gás natural que exporta para o Brasil, por considerá-los injustos. O aumento também atingirá a Argentina.

No entanto, autoridades bolivianas estão cuidadosas. Não querem que o aumento no preço do gás inviabilize os projetos de expansão da Petrobrás no país. Apesar dos problemas, a estatal brasileira tem planos de aumentar sua presença na Bolívia.

Já o presidente Evo Morales afirmou que a Venezuela de Hugo Chávez, não tem condições de exportar gás natural mais barato para Brasil e Argentina, por conta dos elevados investimentos na construção do gasoduto sul-americano, orçado em US$ 25 bilhões.

Para Morales, tem gente querendo provocar intrigas entre Brasil, Bolívia e Venezuela. Alheia aos problemas políticos, a Petrobrás continua discutindo a ampliação de sua presença em território boliviano.

Até o final de março, a estatal brasileira deverá assinar um memorando de entendimento com a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos [YPFB], para incrementar a cooperação em sete áreas, como refinarias, exploração e produção de petróleo, biocombustíveis, conversão veicular de gasolina e diesel para gás, e uso do gás natural em domicílios na Bolívia.

A Petrobrás poderá investir até R$ 5 bilhões, desde que existam garantias mínimas de cumprimento dos contratos e viabilidade econômica [lucro]. É neste sentido que a Petrobrás e a YPFB, estudam a instalação de um complexo petroquímico na fronteira entre Brasil e Bolívia. O empreendimento custaria algo em torno de US$ 1,5 bilhão.

Exterior

Depois de anunciar um lucro de US$ 23,7 bilhões em 2005, a Petrobrás se prepara para consolidar sua presença no exterior. Para tanto, pretende aumentar sua participação na refinaria norte-americana Passadena Reffining System, no Texas. Atualmente, a Petrobrás detêm 50% do negócio e quer ampliar essa participação para 70%.

A empresa também já iniciou as conversações com a Enersa, estatal argentina, para que seja firmada uma parceria na exploração e produção de petróleo naquele país.

Além disso, a Petrobrás vai fornecer 700 megawatts de energia ao Uruguai, o que corresponde a 70% do consumo do país. O acordo tem validade de seis meses e a empresa vai faturar cerca de R$ 300 milhões no período.

Recentemente, a empresa venceu licitação do governo turco para explorar dois blocos de petróleo nas águas profundas do Mar Negro. A Petrobrás já está presente na África, principalmente na Nigéria e Angola, e está expandindo os negócios para a Tanzânia e o Egito, além do Golfo do México.

Gasoduto

A reunião do dia 11 de março, entre os presidentes do Brasil, Argentina e Venzuela, para se discutir a criação do gasoduto sul-americano, foi adiada e uma nova data não foi marcada. O encontro seria realizado em Mendoza. O gasoduto levará sete anos para ficar pronto.

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