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Petrobras nega aumento nos preços do gás boliviano

Petrobras rejeita aumento nos preços do gás boliviano

Nesta quinta-feira, a Petrobras comunicou às autoridades bolivianas da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), sua posição de não aceitar qualquer reajuste para os preços do gás natural.

De acordo com a Petrobras, os preços praticados pela YPFB receberam reajustes contínuos e acompanharam o mercado internacional. Portanto, não há necessidade de revisão do procedimento de cálculo desses reajustes, por não ter havido alteração que comprometa as bases acordadas ou que prejudique a YPFB.

Representantes das duas empresas se reuniram em Santa Cruz de la Sierra, de acordo com o cronograma de reuniões acordado entre a Petrobras e a YPFB.

A Petrobras informou ainda que as negociações serão retomadas entre os dias 24 e 28 de julho, no Rio de Janeiro. Na oportunidade, a YPFB apresentará sua posição com relação à decisão da Petrobras.

BNDES

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, considerou “positiva” a decisão do governo brasileiro em abrir linhas de crédito através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para que a Bolívia possa adquirir equipamentos de fabricação brasileira.

Segundo ele, “existe um processo de cooperação que não foi alterado por um assunto empresarial, como é a negociação do preço do gás”.

Ele explicou que os bolivianos não chegaram a apresentar uma proposta de reajuste dos preços do gás. Rondeau informou que soube pela imprensa, que a Bolívia pretendia reajustar os preços para US$ 8 por milhão de BTU. Hoje, o Brasil paga US$ 4,30.

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