Brasília, 17 de novembro de 2018 - 05h52

Burocracia

17 de janeiro de 2010
por: InfoRel
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Marcelo Rech



Na terça-feira, 12, o Haiti foi arrasado por um terremoto que simplesmente fez ruir com o pouco avanço que havia sido conquistado nos últimos cinco anos.



Aquela que poderia ser a oportunidade de redenção tende a ser apenas mais um amontoado de burocracia.



Papéis ainda são mais importantes que vidas.



A política fala mais alto que as necessidades do pobre povo do Haiti.



As notícias que chegam de Porto Príncipe dão conta que a comunidade internacional, apesar das tragédias passadas como o tsunami na Ásia em 2005, não se preparou para novos eventos.



Milhões são doados todos os dias, em dinheiro, alimentos, água e outros, mas mesmo diante do óbvio, a burocracia impede que se minimize o sofrimento das pessoas.



Os Estados Unidos anunciam o envio de dez mil militares ao país. Durante anos, seus soldados estiveram em várias oportunidades no Haiti e nada de concreto foi feito.



Agora, o governo de Barack Obama enxerga no terremoto uma chance de reaver o controle da missão e com isso, impor a sua vontade mais uma vez.



É por isso que não creio em mudanças, o que é profundamente lamentável.



O que temos agora é um cabo de guerra para ver quem manda.



A ONU, destroçada, não sabe que rumo tomar. A tragédia tocou profundamente a organização.



O Brasil lidera a missão de estabilização, mas até agora o Force Commander não foi visto comandando.



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou dois dias na capital haitiana e chegou reclamando da centralização dos norte-americanos.



O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, teve de ligar para Hilary Clinton, para reclamar que os vôos da Força Aérea Brasileira não estavam sendo autorizados a pousar no país.



Os controladores no aeroporto de Porto Príncipe são dos Estados Unidos.



Aviões da FAB com pessoal, equipamentos e alimentos, tiveram de pousar em Santo Domingo.



 



Alguns foram obrigados a retornar para Boa Vista onde ainda aguardam autorização para chegar com ajuda humanitária ao Haiti.



São alguns exemplos de como a política interfere e como ela pode ser tão má.



Me pergunto quantas vidas deixaram de ser salvas por conta disso. Do orgulho de alguns, do preconceito de outros, da arrogância da maioria.



É claro que se o Haiti fosse um potencial produtor de petróleo ou gás ou detivesse alguma reserva importante de minerais, nada disso estaria sendo discutido.



Marcelo Rech é o editor do InfoRel. Correio eletrônico: inforel@inforel.org


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