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Política
02/09/2016
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02/09/2016

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Podemos pede que Espanha não reconheça o governo do Brasil

Brasília – O partido Podemos, terceira força política da Espanha, pediu ao primeiro-ministro Mariano Rajoy que não reconheça o novo governo do Brasil por conta do impeachment de Dilma Rousseff. Em comunicado, afirma que “desde Podemos exortamos o governo da Espanha a não reconhecer o governo brasileiro que se conforme de maneira ilegítima como consequência da destituição da presidente Dilma”.

Pablo Iglesias, líder do Podemos cobrou do Executivo espanhol “que não esqueça o compromisso com a democracia que há de guiar como princípio fundamental a nossa política exterior”.

Em Madri, o Palácio de La Moncloa, sede do governo da Espanha, não se pronunciou a respeito do impeachment de Dilma, mas confirmou que Rajoy terá encontro com o presidente Michel Temer à margem da Cúpula do G-20, na China. A Espanha não é parte do mecanismo, mas foi convidada a participar pelo governo chinês.

Em seu comunicado, Podemos ainda lembra que em abril, quando se concretizou o processo na Câmara dos Deputados, o governo espanhol foi alertado. “Nós dissemos em abril quando se oficializou a infâmia do processo contra Dilma Rousseff, e seguiremos dizendo, que se respeite à vontade do povo brasileiro ou que se modifique esse mandato pela única via democraticamente aceitável: vencer nas urnas”, diz o texto.

Podemos também critica que 60% dos senadores que votaram pela queda da ex-presidente estão implicados em denúncias e investigações por corrupção e que o impeachment é obra de uma “engenharia legislativa”.

Além disso, o partido insiste em que “não se pode permitir que as tentativas de restauração conservadora na América Latina, que buscam pôr fim a uma década de redução de desigualdades, inclusão cidadã dos setores marginalizados e avanços da integração regional e a soberania, ponham em xeque a democracia neste continente irmão”.

Também em sua conta em uma rede social, Pablo Iglesias enviou seu apoio e solidariedade à ex-presidente. “Na democracia, os mandatos se ganham nas urnas: minha solidariedade com Dilma Rousseff e o povo brasileiro ante o golpe”, publicou.

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