Brasília, 14 de novembro de 2018 - 05h54

RCTV

08 de junho de 2007
por: InfoRel
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, negou nesta sexta-feira, ter defendido o presidente venezuelano Hugo Chávez quanto à  polêmica decisão de não renovar a concessão da emissora de televisão RCTV. Lula falou da Alemanha, depois de participar da reunião do G8.

Segundo ele, a Venezuela vai ter problemas quando sua adesão ao Mercosul for analisada pelo Senado brasileiro, atacado por Chávez na semana passada. O presidente lembrou que o Congresso também aprovou moção de solidariedade quando o presidente sofreu um golpe de Estado em 2002.

Em entrevista ainda na Alemanha, Lula afirmou: "Eu não apoiei o Chávez nem no primeiro dia, nem ontem, nem hoje. A única coisa que defendo é que aquilo é um problema da Venezuela. Cada paà­s toma conta do seu nariz."

O presidente garantiu que ainda não tratou do assunto com o là­der venezuelano, mas que poderá conversar a respeito na próxima reunião do Mercosul a ser realizada no final do mês no Paraguai.

Lula disse ainda que o presidente da Venezuela errou ao atacar o Senado brasileiro. Informado que a concessão da RCTV venceria apenas em 2022, Lula foi taxativo: "Se você me perguntar: o Chávez cometeu um delito? Se venceu a concessão de uma coisa qualquer, seja de um ponto de táxi ou de uma televisão, o concedente tem direito de renovar ou não. Isso é tão legà­timo quanto conceder. Se não venceu, é arbitrariedade".

Ele ainda fez questão de destacar que "é preciso saber o que diz a Constituição do Chávez".

No Congresso, a oposição promete endurecer com Hugo Chávez e a oportunidade será justamente no momento de analisar o acordo que permite a adesão da Venezuela ao Mercosul. Os senadores devem protelar a decisão, mas podem rever a estratégia se o presidente Chávez reconhecer que errou ao disparar contra os polà­ticos brasileiros.

Mercosul

No dia 25, em Montevidéu, senadores brasileiros que integram o Parlamento do Mercosul devem apresentar uma proposta para que seja debatida “a séria ameaça à s liberdades democráticas" que representa a saà­da do ar da "Radio Caracas Televisión".

A iniciativa é do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Ele também é o autor da moção aprovada pela CREDN, que pedia ao presidente Chávez para renovar a concessão da RCTV.

Para Azeredo, o Parlamento do Mercosul precisa debater o tema, pois o texto que dá forma ao bloco prevê o afastamento dos membros que não respeitem a “cláusula democrática”.

O senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), presidente da seção brasileira do Mercosul acredita que o bloco não terá como ignorar a polêmica, principalmente depois que o Parlamento Europeu condenou a decisão do governo venezuelano.

Ele lembrou que em maio, o Parlamento do Mercosul aprovou a Carta de Montevidéu que exige dos paà­ses-membros, apoio irrestrito “à  plena liberdade de imprensa”, documento que foi firmado pela delegação venezuelana no Parlamento do Mercosul, onde só não tem direito a voto.

Enquanto os senadores prometem dificultar o ingresso da Venezuela no Mercosul, um grupo de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) considera a polêmica oportunista. Na visão dos petistas, a incorporação da Venezuela é compatà­vel com a cláusula democrática assumida pelos sócios do Mercosul e também com o projeto de desenvolvimento econômico e social da região.

Para o PT, o que está se incorporando ao bloco é a nação venezuelana e não o governo Chávez. “O oportunismo da oposição tentar vincular uma questão à  outra porque uma discussão sobre um ato administrativo da Venezuela – a não-renovação da concessão de uma emissora de televisão - não pode ser confundida com o interesse de organizar as economias dos paà­ses do bloco”, disse o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).

“Chávez agiu de acordo com legislação local. Não vamos discutir, no âmbito do Mercosul, se está certo ou errado.”
Berzoini condenou a atitude de Chávez de criticar o Congresso brasileiro, pois entende que não cabe ao presidente venezuelano emitir opiniões sobre o Legislativo do paà­s.

Conselho de Segurança

O aquecimento global, a aspiração brasileira de integrar o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a missão de paz no Haiti, liderada pelo Brasil, foram os temas do encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Secretário-Geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-Moon, nesta quinta-feira, em Berlim.

Ele afirmou que a decisão sobre o ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU não depende dele, mas que pretende acelerar os debates acerca das pretensões brasileiras.

Ban Ki-Moon elogiou as tropas brasileiras da força de paz no Haiti e ouviu do presidente Lula o pedido de apoio da ONU na área de infra-estrutura. Segundo ele, durante a conversa Lula falou sobre o uso do biodiesel e do etanol para frear a poluição e o aquecimento global.

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