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Política Externa brasileira inibe acordos com EUA

Política Externa brasileira inibe acordos com EUA

Para o ex-embaixador norte-americano no Brasil, Anthony Harrington, presidente da Stonebridge International, dificilmente Brasil e Estados Unidos chegarão a um novo acordo comercial. Além das eleições presidenciais de 2008, a política externa brasileira e a vitória dos democratas nas eleições legislativas surgem como complicadores.

Essas conclusões foram debatidas por ocasião da 25ª Reunião do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na última terça-feira.

Segundo Anthony Harrington, “vejo um cenário complicado para o comércio nos Estados Unidos, mas as empresas devem achar o caminho para o sucesso. Não acho ruim termos uma maioria democrata, as decisões difíceis exigem comportamento bipartidário e consulta de ambos os partidos. Entretanto, não tenho esperanças de que haja reformas, acordos ou o fim dos subsídios devido as eleições”.

Harrington disse ainda que não sabe como os Estados Unidos poderá conciliar as relações com a América Latina, quando os olhos de sua política externa estão totalmente voltados para o Oriente Médio, principalmente para a questão do Iraque.

Ele entende que a relação dos Estados Unidos com os países latino-americano deve ser mais abrangente e que envolva temas que vão além do comércio. “Considero que Brasil e Estados Unidos não estão colocando todas suas forças nessa relação”, destacou.

Na avaliação de Rolf Lundberg, vice-presidente de Relações Públicas e Congressionais da U.S. Chamber of Commerce, “serão raros acordos ou compromissos com os Estados Unidos para o próximo ano. A vitória dos democratas deve dificultar a obtenção de acordos bilaterais entre os Estados Unidos e o Brasil”.

Já o presidente do Cebeu, Henrique Rzezinski, explicou que, enquanto o Brasil mantém um afastamento político dos Estados Unidos, Índia e China aprofundam essas relações. “Enquanto os tigres asiáticos estreitam relações com os Estados Unidos, o Brasil prefere reformular sua agenda de política externa com foco nos acordos Sul-Sul”, afirmou Rzezinski.

Na sua avaliação, é difícil qualificar a posição do governo brasileiro em relação à sua política externa, pois é visível que algumas áreas do Executivo são anti-americanas, o prejudica o setor privado.

Estudo realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp mostra que os Estados Unidos podem cair uma posição no ranking dos principais destinos das exportações da América do Sul. Carlos Cavalcanti, diretor do Derex, revelou que os Estados Unidos pode passar de terceiro para o quarto lugar.

De acordo com o Derex, que projeta taxas médias de crescimento das exportações latino-americanas para o resto do mundo até 2010, a China vem ganhando destaque neste cenário, com grandes possibilidades de ultrapassar os Estados Unidos nos próximos quatro anos.

Atualmente, a primeira posição é ocupada pela América Latina, seguida da União Européia, Estados Unidos, Ásia, África e Oriente Médio.

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