Brasília, 18 de fevereiro de 2019 - 12h47

Corrupção

18 de junho de 2005
por: InfoRel
Compartilhar notícia:
As denúncias de corrupção que envolvem o governo federal e o Partido dos Trabalhadores começam a repercutir nas pesquisas de opinião. A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as avaliações sobre sua gestão caà­ram quatro pontos percentuais, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria encomendada ao IBOPE.

É importante ressaltar que as entrevistas foram realizadas antes do depoimento do presidente do PTB, deputado Roberto Jefferson, ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

Para alguns analistas, o impacto das revelações feitas pelo deputado, ainda que sem provas, poderão ser sentidas numa próxima rodada, principalmente se as reações do governo forem tà­midas como têm sido até o momento.

O principal item da pesquisa CNI/IBOPE é a queda da confiança da população na pessoa do presidente Lula, que até então, vinha sendo poupado até mesmo pela oposição. Outro aspecto importante da pesquisa é que 58% das pessoas ouvidas têm conhecimento das denúncias e 46% à s consideram absolutamente verdadeiras.

Para piorar o inferno astral do presidente que já precisa lidar com as manifestações das esposas dos militares cada vez que aparece numa solenidade pública, ele terá de encarar a primeira manifestação contra a corrupção e em defesa da reforma polà­tica.

Será neste sábado, a partir das 9h, e tem “a finalidade de demonstrar para toda a nação a nossa indignação com os últimos acontecimentos que envolvem o Governo Federal e o Congresso Nacional”, relatou o funcionário público Jorge Serejo, que iniciou a campanha através da Internet e pede que as pessoas que se vistam de preto.

Ainda segundo a organização do evento, “esta será uma oportunidade de você manifestar o seu descontentamento com as ações de polà­ticos e de autoridades do governo que não têm honrado o voto de confiança que lhes foi dado”. A concentração ocorre no estacionamento do estádio Mane Garrincha.

Segundo Serejo, “os brasileiros são muito acomodados e esse comodismo acaba estimulando a corrupção, pois os polà­ticos, que não são cobrados nem pressionados, se sentem à  vontade para praticar atos ilà­citos”, afirmou.