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02/09/2016
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06/09/2016

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Por impeachment de Dilma, UNASUL realiza consultas com chanceleres para reunião extraordinária

Brasília – O Secretário-Geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), Ernesto Samper Pizano, cujo mandato expirou em 22 de agosto, informou que realiza em nome da entidade, consultas com os chanceleres dos países do bloco para uma eventual reunião extraordinária, para discutir a crise política no Brasil e as consequências do processo de impeachment contra Dilma Rousseff.

Como já fizera em outras oportunidades, Samper Pizano aproveitou para, em nome da UNASUL, expressar sua solidariedade com a ex-presidente. Ele disse ainda que a destituição de Dilma Rousseff “gera preocupação e tem implicações regionais cujo exame justifica uma reunião extraordinária de chanceleres”.

Samper lembrou ainda que, em função da decisão adotada pelo Senado brasileiro, vários países da região expuseram sua posição de rejeição à decisão e anunciaram medidas fortes frente ao que classificaram em geral, de golpe de Estado, entre eles, Bolívia, Cuba, Equador e Venezuela, assim como El Salvador e Nicarágua, na América Central.

Em abril, o Secretário-Geral da UNASUL já havia manifestado sua preocupação pelos acontecimentos no Brasil e afirmou que Dilma Rousseff somente poderia ser substituída pelo cometimento de crimes.

Ele chegou a vir à Brasília quando se reuniu com a própria ex-presidente, parlamentares do PT e membros do Judiciário. Samper chegou a conversar rapidamente com o então senador José Serra, agora ministro de Relações Exteriores.

Esquerda equatoriana pede reunião da UNASUL e CELAC para analisar situação no Brasil

O movimento governista equatoriano Aliança País, solicitou nesta quinta-feira, 1º, que os sistemas de integração latino-americanos, principalmente a UNASUL e a CELAC, se reúnam em caráter de urgência para rechaçar o que chamam de processo de desestabilização da democracia no Brasil.

A Aliança País foi fundada pelo presidente Rafael Correa e considera a decisão do Senado brasileiro uma nova forma de desestabilizar o sistema democrático. Correa já havia retirado o Encarregado de Negócios da Embaixada do Equador em Brasília, em represália pela destituição de Dilma Rousseff, o que foi seguido por José Serra em respeito ao princípio da reciprocidade, chamando para consultas o embaixador do Brasil em Quito.

Em comunicado divulgado também nesta quinta-feira, 1º, em Quito, a Aliança País “insta a comunidade internacional e em especial aos países da região a defender o devido processo democrático no Brasil e aos nossos líderes da Pátria Grande”.

Quando o impeachment foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aceito pelo Senado, o grupo político de Correa já havia reivindicado uma reunião tanto da UNASUL como da CELAC, que não aconteceu. “Assistimos a um golpe de Estado encoberto por mecanismos judiciais com o beneplácito dos meios de comunicação”, asseguram os líderes do partido.

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