Brasília, 18 de novembro de 2018 - 21h54

Cooperação militar

21 de junho de 2017
por: InfoRel
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Brasília - No último domingo, 11, autoridades portuguesas conheceram, em Guarulhos (SP), o avião brasileiro KC-390 que pode ser adquirido pelo país. Para tanto vieram negociar a possível aquisição da aeronave, o Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa, e o ministro da Defesa, José Alberto Azeredo Lopes. De lá, a comitiva de Portugal e representantes da Embraer seguiram em um voo de demonstração até o Rio de Janeiro (RJ).



O presidente da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, afirmou que o governo português autorizou conversas sobre o processo de aquisição. "Esse foi um passo muito importante. Agora podemos oficialmente negociar com Portugal. Esta é uma parceria histórica da Embraer com a Força Aérea Brasileira. É muito importante para o Brasil que um país europeu adquira os nossos aviões", explicou.



O Primeiro-Ministro de Portugal, António Luís Santos da Costa, destacou a importância da parceria. "O KC-390 simboliza o futuro das relações entre Portugal e Brasil. Isto é certamente, para todos nós, um momento muito marcante. Hoje, pela primeira vez, podemos voar em um avião que representa esta cooperação", disse.



Na Ala 13, onde aconteceram a visitação e as tratativas, os portugueses foram recepcionados, também, por autoridades da Força Aérea Brasileira (FAB). Para o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Augusto Amaral Oliveira, a demonstração do produto final aos parceiros reforça o acerto nas decisões em relação ao KC-390.



Isso porque Portugal também participou do desenvolvimento da aeronave. O oficial-general destacou a importância da aeronave no futuro da FAB. "Para a Força Aérea Brasileira, este é um avião que vem para mudar significativamente a nossa estrutura. Será a espinha dorsal do transporte, uma vez que substituirá o C-130", afirmou.



O Chefe do Estado-Maior da Ala 13, Major Luciano Parreira Resende, lembrou que a concepção da plataforma multimissão KC-390 está totalmente alinhada com o Projeto "Força Aérea 100".



KC-390 será recebido em 2018



A nova espinha dorsal da Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) vai começar a ganhar forma no próximo ano. A Ala 11, no Rio de Janeiro (RJ), receberá as duas primeiras unidades do KC-390, o maior avião militar já desenvolvido e fabricado no Brasil. Enquanto dois protótipos avançam na campanha de testes, a primeira aeronave de série já está em produção na unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP).



"É um projeto importantíssimo e está em fase final de desenvolvimento. Nós já devemos ter a aeronave operando em nossas organizações a partir de meados do ano que vem", afirmou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.



As 28 unidades encomendadas deverão substituir a frota de C-130 Hércules, operada pela FAB desde 1964. Os novos aviões cumprirão missões como operar em pequenas pistas na Amazônia, lançar paraquedistas, reabastecer outras aeronaves em voo, pousar na Antártica e lançar carga em pleno voo, dentre outras.



 



O compartimento de carga do KC-390 tem 18,54 metros de comprimento, 3,45 de largura e 2,95 de altura. Maior que uma quadra de vôlei (18,00 metros de comprimento), o espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de blindados, peças de artilharia, armamentos e até aeronaves semidesmontadas. O blindado Guarani, por exemplo, cabe dentro do compartimento de carga do KC-390.



Também podem ser transportados 80 soldados equipados ou 64 paraquedistas em uma configuração de transporte de tropa ou 74 macas mais uma equipe médica em uma configuração de evacuação aeromédica. O peso máximo para cargas é de 23 toneladas, havendo ainda a possibilidade de levar 26 toneladas caso o peso seja concentrado no centro de gravidade da aeronave.



Com 23 toneladas de carga a bordo, o KC-390 pode voar até 2.730 km de distância. Se a carga for de 14 toneladas, o alcance sobe para 4.914 km, o suficiente para sair de Manaus (AM) e ir até a Cidade do México ou Santiago, no Chile. Sem carga, em voo de traslado, é possível percorrer até 5.958 km de distância.



Esses números são alcançados porque os tanques da aeronave podem levar 23,2 toneladas de combustível, além de o avião também poder ser reabastecido em voo. O KC-390 tem ainda os equipamentos necessários para transferir parte do combustível para outros aviões e helicópteros, podendo realizar duas operações de reabastecimento em voo ao mesmo tempo. Um KC-390 poderá reabastecer, inclusive, outro KC-390, ampliando a autonomia do segundo. Outros “clientes” deverão ser os caças F-39 Gripen NG, F-5EM e A-1M.



A autonomia também pode ser usada para missões de busca, com horas de voo dedicadas a localização de uma embarcação naufragada, por exemplo. Para essa missão, além de contar com postos de observação, o KC-390 é equipado com o radar Gabbiano T20. No modo de acompanhamento de alvos, o equipamento pode rastrear mais de 200 embarcações simultaneamente, podendo ainda ser usado no combate a atividades ilegais, como pesca predatória e pirataria. É possível também utilizar o radar para identificar manchas de óleo ou realizar o mapeamento de áreas terrestres.



"O KC-390 será a espinha dorsal da aviação de transporte da Força Aérea Brasileira. Da Amazônia à Antártica, a frota de 28 aeronaves terá um papel fundamental para os mais diversos projetos do Estado brasileiro, da pesquisa científica à manutenção da soberania", explicou o Comandante da Aeronáutica. "A importância do KC-390 se explica não só pela capacidade de exportação e geração de riquezas, mas a criação de 8.500 empregos”, completa o Tenente-Brigadeiro Rossato.


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