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Turismo e Negócios

Portugal vai abrir consulado em Natal

O governo português deverá abrir em breve, um consulado honorário em Natal. A informação é do embaixador de português no Brasil, Francisco Seixas da Costa, que está de visita ao Rio Grande do Norte.

Acompanhado pelo cônsul de Portugal no Recife, Seixas da Costa visitou o município de Tibau do Sul, litoral sul do Estado e onde se concentram vários empreendimentos hoteleiros e de restauração com capital português.

O embaixador está preocupado com as dificuldades que afetam os investidores portugueses, num momento de expansão das iniciativas turísticas no Rio Grande do Norte. Atualmente, Natal e Lisboa estão ligados por três vôos semanais operados pela companhia portuguesa TAP.

Natal um dos destinos turísticos preferidos dos portugueses no Nordeste. Por outro lado, Portugal já o principal destino dos turistas brasileiros na Europa.

O embaixador Seixas da Costa reuniu-se com a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, e com o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, e aproveitou a ocasião para sensibilizar o governo potiguar para a importância de se fazer representar no III Congresso Empresarial Brasil – Portugal, que será realizado em Salvador [BA], de 30 de outubro a 2 de novembro.

Um dos painéis do evento será dedicado especialmente à promoção dos investimentos portugueses na região nordeste.

Desde que assumiu o posto, em janeiro, o embaixador Francisco Seixas da Costa já visitou 11 dos 26 estados brasileiros. Nestas visitas, o embaixador tem mantido contato com as autoridades locais e as comunidades portuguesas residentes, além de reunir-se com grande parte dos empresários portugueses que mantêm investimentos nesses
estados.

Imigração

Em sua passagem pela cidade do Porto, onde participou da Cimeira Brasil – Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apelou ao governo português para que regularize não apenas a residência dos brasileiros que vivem ilegalmente no país.

Ele defendeu uma regularização também das dívidas desses imigrantes, alegando que são pessoas pobres que deixaram o Brasil em busca de oportunidades.

Face a um acordo assinado em 2003, o governo português comprometeu-se a regularizar a situação de 14 mil brasileiros. O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras já teria feito so contatos com essas pessoas, segundo o primeiro-ministro José Sócrates.

O acordo foi assinado em julho de 2003 e os brasileiros que apresentassem um contrato de trabalho legal, e tivessem entrado no país até essa data, poderiam solicitar uma permissão de residência.

Os portugueses calculavam que 15 mil brasileiros estavam nessa situação, mas 30 mil pedidos foram encaminhados ao governo após a entrada em vigor do acordo. José Sócrates garantiu que apenas a metade dos pedidos será aceita.

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