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02/02/2017
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02/02/2017

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Prêmio Nobel da Paz denúncia crescimento do ódio e da xenofobia nos EUA

Brasília – O Prêmio Nobel da Paz de 1987, o ex-presidente da Costa Rica, Óscar Arias, denunciou nesta quinta-feira, 2, o crescimento do ódio e da xenofobia nos Estados Unidos desde a posse do presidente Donald Trump. “Estou seguro que a maioria de nós está na expectativa do que possa ocorrer, no país mais poderoso do nosso continente, os Estados Unidos, um país onde a insensatez, a xenofobia e o ódio têm crescido de forma assustadora”, afirmou.

Arias participa em Bogotá da Cúpula de Prêmios Nobel da Paz e em sua intervenção, foi categórico ao explicar que “os Estados Unidos iniciou o caminho da exclusão e do protecionismo comercial, com ações que chegaram ao coração do governo e de muitos dos seus cidadãos”.

Ele foi presidente da Costa Rica entre 1986 e 1990 e entre 2006 e 2010. O encontro dos Prêmios Nobel da Paz acontece até o próximo sábado, 4, quando será aprovada uma declaração de apoio ao Acordo de Paz na Colômbia. Participam do evento 150 organizações mundiais e associações, 400 jovens líderes de vários países, 300 jovens colombianos e 800 delegados oficiais.

Na avaliação de Óscar Arias, é fundamental que a comunidade internacional esteja atenta em relação à tudo aquilo que acontece nos Estados Unidos e que impactará o planeta. Arias também questionou as tésis do presidente norte-americano para quem as mudanças climáticas não são uma responsabilidade do homem, e criticou as medidas adotadas pela Casa Branca de investigar as contas das redes sociais e celulares daqueles que ingressam no país.

Para o ex–presidente costa-riquenho, “essas medidas atingem os estrangeiros e refugiados. E tristemente vemos que se mantém a ideia de construção de um muro que dividiria não só os povos, mas também as consciências”.

“Com grande incredulidade vemos como ao líder da maior democracia do mundo falta o respeito aos direitos humanos e à diplomacia. Para muitos norte-americanos, para a maioria dos mexicanos e para o resto do mundo estamos vivendo o inverno do desespero”, concluiu.

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