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Presença do Irã na América Latina acende alerta e

08 de agosto de 2012 - 18:45:28
por: InfoRel
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O governo de Israel não esconde a preocupação e se mantém alerta com o aumento da presença iraniana no subcontinente latino-americano. O ex-diretor para a América Latina da chancelaria israelense, Pinjas Avivi, afirmou que não faz sentido fundamentalistas islâmicos atuarem tão longe de sua região.



Avivi atualmente é diretor-geral adjunto de Assuntos Multilaterais, do ministério das Relações Exteriores.



Em sua opinião, a presença de iranianos na Bolívia e Venezuela, em especial, alimenta os temores de Israel.



Ele recordou os 20 anos dos atentados contra a embaixada de Israel em Buenos Aires (1992) e a AMIA (1994), perpetrados, segundo o governo israelense, com apoio do Irã.



Pinjas Avivi alertou ainda para o perigo de uma aliança sunita-xiita. "O Hezbollah é xiita. O Hamas é sunita. Há uma coalizão entre eles em tudo que não é islâmico e é a primeira vez que isso acontece. Eles participam de eleições, mas não são democráticos".



O diplomata também afirmou que o Irã tenta exportar a Revolução Islâmica tendo, como suporte, mísseis de longo alcance. "Teerã está distante de Tel Aviv, 1,2 mil km, mas possui mísseis com até 4 mil km de alcance", disse.



Ele garantiu que Israel faz todos os esforços políticos para neutralizar esse perigo. "Se for necessário, com todos os nossos aliados, não permitiremos que Irã se dê ao luxo de ter uma arma nuclear", explicou.



De acordo com Avivi, diplomatas de Israel em mais de 100 países trabalham diariamente para que a opção militar não seja a escolhida.



Palestina



Pinjas Avivi afirmou que Israel reconhece o direito palestino de ter um Estado soberano, desde que a segurança de Israel seja garantida.



A saída (de Israel) de Gaza, segundo ele, "resultou numa chuva de mísseis contra Israel, o que revela uma decisão inocente, pois os palestinos não viram ali um gesto de boa vontade, mas de debilidade nossa".



"Com Egito, Jordânia e Síria, vivemos como num condomínio, onde cada um sabe o que é seu. Com os palestinos é como se vivêssemos num mesmo apartamento dividindo a mesma cozinha", concluiu.

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