Defesa

Política Externa
05/01/2012
Bolívia tem novo comandante militar
05/01/2012

Presença militar boliviana em Ilo preocupa FFAA do

Presença militar boliviana em Ilo preocupa FFAA do Peru

Brasília – Em 2010, os presidentes Alan Garcia, do Peru, e Evo Morales, da Bolívia, assinaram um acordo que prevê a presença da Marinha boliviana no porto peruano de Ilo. A decisão preocupa os militares peruanos não apenas por conta da perda de soberania como por suas relações com os vizinhos, especialmente o Chile.

De acordo com o ministro de Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, “uma das preocupações diz respeito ao anexo da Escola Naval, que precisa ser melhor discutido quanto à presença militar no porto de Ilo. Os militares peruanos estão preocupados com esse anexo”.

A polêmica se refere ao protocolo complementar de facilidades que outorga o Peru à Bolívia numa faixa costeira denominada “Boliviamar”, e que foi firmado em outubro de 2010.

Esta faixa cedida em 1992 por 90 anos compreende uma zona portuária de 5 km de costa e 169 hectares, mas sem soberania. Por ali, a Bolívia teria trânsito livre e poderia exportar e importar produtos livres de impostos.

Pelo acordo, a Bolívia também pode utilizar uma praia para fins turísticos e onde os bolivianos poderão ter propriedades privadas.

No entanto, o ponto mais polêmico diz que a Bolívia teria um ponto de atraque para os seus navios comerciais e militares, além de um terreno para a construção de um anexo de sua Escola Naval para a formação de cadetes. Atualmente, a Marinha boliviana realiza apenas operações fluviais.

Autoridades dos dois países tentam chegar a um acordo para que o texto seja ratificado pelo Congresso peruano.

Mesmo na Bolívia o acordo encontra oposição. Para o empresariado do país, o uso do porto de Ilo é antieconômico e a melhor alternativa segue sendo Arica, no Chile.

Para o Almirante retirado Carlos Tubino Arias-Schreiber, atual congressista e membro da Comissão de Defesa do Parlamento peruano, “qualquer presença militar de uma nação estrangeira afeta a soberania e isso tem que ser levado em conta”.

Além disso, o acordo com a Bolívia pode criar tensões entre Peru e Chile que já travam uma disputa jurídica na Corte de Haia.

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