Brasília, 15 de setembro de 2019 - 10h12
Presidente brasileiro buscará maior cooperação entre o BRICS

Presidente brasileiro buscará maior cooperação entre o BRICS

28 de junho de 2019 - 14:10:28
por: Marcelo Rech
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Brasília – O presidente Jair Bolsonaro, afirmou em Osaka, Japão, onde participa da Cúpula do G20, que buscará uma maior cooperação entre os países que integram o BRCS. Nesta sexta-feira, 28, ele presidiu a reunião informal dos líderes do bloco. “Contem com o empenho de nosso governo para que a cooperação entre nós se fortaleça sempre mais”, afirmou ao lado dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jianping, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi.

Na oportunidade, Bolsonaro destacou, como exemplo dessa cooperação, a criação do Novo Banco de Desenvolvimento. “Menciono, como exemplo bem-sucedido da cooperação no BRICS, o Novo Banco de Desenvolvimento. Aproximá-lo do setor privado e garantir que atenda às necessidades de financiamento em infraestrutura é prioridade para nosso governo”, assegurou.

De acordo com o governo brasileiro, o país receberá US$ 621 milhões do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), instituição financeira criada em 2015. Nos três primeiros anos de operação, foram aprovados quatro projetos brasileiros que abrangem as áreas de energia renovável (eólica, solar e hidrelétrica), construção de estradas, reconstrução de rodovia férrea, esgotamento sanitário, telecomunicações e refinarias da Petrobras.

O presidente brasileiro disse ainda que a união dos líderes do grupo é importante para colaborar na busca de soluções de conflitos internacionais. Segundo ele, desde a crise financeira de 2008, o BRICS tem apontado o papel relevante das grandes potências emergentes para a estabilidade e a prosperidade da economia mundial.

Neste sentido, Bolsonaro ressaltou que, no seu governo, o Brasil reafirmou o apoio ao sistema multilateral de comércio por entender que ele é importante para o desenvolvimento da economia mundial. “A persistência de correntes protecionistas e de práticas econômicas desleais é fonte de tensões comerciais e põe em risco a estabilidade das regras internacionais de comércio. Em meu governo, o Brasil reafirmou seu apoio ao sistema multilateral de comércio, por ter certeza de que o dinamismo da economia mundial depende dele”, afirmou.

Ele destacou ainda a posição do Brasil de continuar colaborando para a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Estamos plenamente dispostos a seguir colaborando para a reforma da Organização Mundial do Comércio e para a construção de uma agenda negociadora equilibrada. A redução das medidas distorcivas do comércio agrícola segue sendo uma prioridade e uma tarefa de grande urgência para os países em desenvolvimento”, explicou.