Brasília, 23 de outubro de 2018 - 05h43

Política Internacional

17 de julho de 2014
por: InfoRel

Brasília – O presidente da China, Xi Jianping defendeu a promoção da multipolaridade e a democratização das Relações Internacionais como temas que devem estar no centro da agenda global. Foi nesta quarta-feira, 16, em sessão solene no Congresso Nacional. O líder chinês afirmou ainda que o desenvolvimento sustentável e a salvaguarda da diversidade cultural devem ser priorizadas.



Para o presidente da China, o mundo passa por “profundas e complexas mudanças”. O poder dos países emergentes, a seu ver, cresce a cada dia, e a correlação de forças internacionais “evolui para uma direção mais favorável à salvaguarda da paz mundial”.



Jianping advertiu, no entanto, que o mundo ainda está longe de ser tranquilo e sofre as repercussões profundas da crise financeira internacional, além do desequilíbrio de desenvolvimento global, do “crescimento de hegemonia” e do que classificou de “neointervencionismo”.



Para enfrentar essa situação, recomendou, China e Brasil – como maiores países em desenvolvimento do Oriente e do Ocidente – devem “cumprir ativamente suas responsabilidades internacionais” para promover o desenvolvimento da ordem internacional em uma direção “mais justa e razoável”.



“Devemos reforçar a coordenação e a colaboração nos mecanismos internacionais como a ONU, a OMC, o G-20, o BTICS [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] e o BASIC [Brasil, África do Sul, Índia e China], reunir forças dos países em desenvolvimento e participar ativamente da governança global, a fim de procurar mais direitos institucionais e voz para países em desenvolvimento”, afirmou.



Após participar de dois dias de reuniões do BRICS, em Fortaleza e Brasília, o líder chinês tem encontros previstos com presidentes da América Latina e do Caribe e também faz uma visita de Estado para celebrar os 40 anos do estabelecimento de relações diplomáticas entre Brasília e Pequim.



Segundo ele, “a China tem sido o maior parceiro comercial do Brasil por cinco anos consecutivos. E o Brasil é o maior parceiro comercial e importante destino de investimento chinês na América Latina e no Caribe por longo período. A nossa cooperação pragmática não apenas abrange as áreas tradicionais comerciais, mas também tem se tornado tão diversificada na alta tecnologia que se estende desde espaço sideral até águas profundas, como satélites de recursos terrestres, jatos regionais, prospecção e exploração de petróleo no mar profundo e biotecnologia”.


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