Brasília, 18 de novembro de 2018 - 21h53

Política

07 de outubro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, foi eleito nesta sexta-feira, 7, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2016 “pelos seus decididos esforços para levar ao fim mais de 50 anos de guerra civil no país, uma guerra que custou a vida de pelo menos 220 mil colombianos e deslocou cerca de seis milhões de pessoas”, anunciou em Oslo, na Noruega, o Comitê Nobel.



A escolha de Santos para o prêmio também representa um esforço a mais para evitar o fracasso dos acordos de paz firmados em setembro e rejeitados em plebiscito realizado no último domingo, 2. “O fato de que a maioria dos eleitores dissera não aos acordos de paz não significa necessariamente que o processo está morto. O referendo não foi um voto contra a paz”, destacou o comitê norueguês.



Por outro lado, os membros do Nobel reconheceram que a vitória do Não gera incertezas sobre o futuro da Colômbia. “Há um risco real de que o processo de paz se paralize e de que a guerra civil seja retomada, o que faz com que todas as partes envolvidas, encabeçadas pelo presidente Santos e o líder da guerrilha das FARC, mantenham o respeito ao cessar-fogo”, diz a nota do Nobel.



Este ano, 376 personalidades de todo o mundo concorreram ao Nobel da Paz. Santos receberá um diploma, uma medalha de ouro e um prêmio econômico, que este ano é de 832 mil euros.



Parlamento Andino se reunirá para discutir processo de paz na Colômbia



O Parlamento Andino se reunirá a partir do dia 19 para discutir o processo de paz na Colômbia e buscar formas de contribuir para que as negociações sejam retomadas. A informação é do representante peruano no parlamento, Jorge Luis Romero Castro.



De acordo com o político, os parlamentares andinos irão debater temas ligados ao fortalecimento do sistema democrático, a proposta de paz e os acordos rejeitados. A ideia é que o Parlamento Andino adote uma posição em relação ao processo.



Os representantes do Parlamento Andino apostam pela paz, mas respeitam a decisão dos colombianos que rejeitaram os acordos por meio de plebiscito. Há um entendimento do políticos regionais de que os colombianos votaram Não “porque sentem na própria carne uma barbárie de mais de 50 anos”



“A diferença entre o Sim e o Não é menor que 0,5%, mas colocam o Estado e o governo colombiano em uma situação complicada”, afirmou Castro que é vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Desenvolvimento Social e Participação Cidadã da Região Andina. “Acredito que a decisão e a voz do povo colombiano assinala que não se pode negociar com quem há provocado barbárie, morte e destruição por tanto tempo”, destacou.


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