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Presidente da Comissão Européia está otimista

Presidente da Comissão Européia está otimista com Rodada de Doha

O presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, reuniu-se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os presidentes da Câmara e do Senado, quando defendeu o fortalecimento do diálogo nos temas de interesse comum, como nas áreas social, do desenvolvimento sustentável, das energias renováveis e do comércio agrícola.

Na sua avaliação, o Brasil é um parceiro comercial fundamental para se avançar nas negociações entre a União Européia e o Mercosul. Para ele, o impasse enfrentado nas negociações pelos 148 países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) é o que lhe faz acreditar que o acordo será fechado.

Em debate na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Durão Barroso foi inflexível quanto as negociações. Segundo ele, “se quiserem (Brasil) alguma coisa na área agrícola, têm que melhorar as propostas na área industrial e em serviços. Se não, eu não consigo. A mensagem é muito clara”, afirmou.

De acordo com Durão Barroso, a alteração da oferta norte-americana para redução de subsídios à agricultura e de tarifas de importação de produtos agrícolas é determinante para o avanço das ofertas européias.

Por outro lado, empresários vinculados à Fiesp não acenaram com a possibilidade de evoluírem em suas ofertas para diminuição das tarifas industriais. A proposta do G-20 (grupo de países em desenvolvimento liderado por Brasil e Índia) sugere um corte de 50% (coeficiente 30, na fórmula Suíça de desgravação tarifária) nas tarifas aplicadas pelo Brasil.

Os europeus querem que essa redução seja de pelo menos 75% (coeficiente 15, na fórmula Suíça). “Com corte de 50% a tarifa máxima aplicada no País cai de 35% para 16,2%. Não sentimos o mesmo sacrifício por parte da União Européia ou dos Estados Unidos”, afirmou o presidente da entidade, Paulo Skaf.

No entendimento da Fiesp, Durão Barroso preocupou-se com as demandas na área industrial. No entanto, o trade off desejado pelos países desenvolvidos para realizarem concessões agrícolas inclui o setor de serviços. Para Skaf, “o acesso a mercados (em bens manufaturados) é importante, mas aumentar os investimentos (no Brasil) é um dos principais desafios”.

João Manuel Durão Barroso explicou que os 25 países da União Européia já são abertos para a importação de produtos agrícolas. Segundo ele, “a União Européia não é um mercado fechado. 50% dos produtos agrícolas entram lá com tarifa zero”. Os principais produtos da pauta de exportação brasileira, como café, carne e açúcar, não constam da lista de isenção.

Uma outra lista, a de exceções apresentada pelos europeus à redução de tarifas agrícolas na Rodada Doha, também incomoda os brasileiros. “Se forem mantidos os produtos sensíveis que a União Européia pede, elimina-se o acesso dos principais produtos de exportação brasileiros”, disse o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.

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