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26/09/2016
Política
26/09/2016

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Presidente da Costa Rica espera manter relações com o Brasil depois de protestar contra Temer

Brasília – O presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, afirmou neste domingo, 25, que espera manter as relações com o Brasil depois de protestar contra Michel Temer na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas, na semana passada. Ele e os representantes do Equador, Nicarágua e Venezuela, se retiraram do recinto quando o presidente brasileiro foi chamado a discursar. Bolívia e Cuba se quer apareceram como forma de protesto.

A decisão de Solís surpreendeu inclusive os costa-riquenhos, embora ele já tenha dito de forma reservada que não reconhecia o governo Temer e que a destituição de Dilma Rousseff era fruto de um golpe parlamentar. Segundo ele, “parece que não dá (seu gesto) para uma ruptura ou deterioro das relações”.

Ele lembrou ainda que tanto Brasil como Costa Rica não retiraram seus embaixadores e que as relações se mantém. O presidente explicou que abandonou o plenário das Nações Unidas junto com o chanceler, Manuel González, “para chamar a atenção” sobre o processo político vivido pelo Brasil.

“Isto foi uma chamada de atenção de um país soberano sobre um processo, não é mais que isso, uma preocupação que nos pareceu importante afirmar”, explicou. Solís garantiu ainda que a sua decisão não foi coordenada com os representantes dos países bolivarianos, “mas individual”.

“Eu saí antes que o presidente Temer começasse a falar, não durante o seu discurso, o que simbolicamente não é a mesma coisa. A Costa Rica mantém uma atitude muito respeitosa e ponderada, mas vigilante (sobre o ocorrido no Brasil)”, enfatizou.

Ele disse ainda que após a posse de Michel Temer, “vimos com preocupação uma série de acontecimentos que têm que ver com violência contra a oposição política, que tem a ver com a transparência do processo”.

Após o gesto de Luis Guillermo Solís, o Itamaraty convocou o embaixador da Costa Rica em Brasília para consultas. O presidente admitiu que sua decisão despertou “grande sensibilidade” no Brasil. O Congresso costa-riquenho também decidiu convocar o chanceler Manuel González, para dar explicações a respeito.

Além disso, os principais representantes do setor empresarial da Costa Rica criticaram a decisão de Solís. Na avaliação deles, “não corresponde com o estilo da diplomacia que vem mostrando historicamente o país”.

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