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05/04/2013
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05/04/2013

Presidente da União Industrial Paraguaia pede inve

Presidente da União Industrial Paraguaia pede investimentos no país

São Paulo – O presidente da União Industrial Paraguaia, Eduardo Felippo, pediu, durante o Seminário “Oportunidades de Investimentos no Paraguai, realizado na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que o Brasil invista no Paraguai. Segundo ele, em 2012, a reserva de titânio do Paraguai foi considerada a maior do mundo.

Na sua avaliação, este segmento de mercado tem um grande potencial de investimentos no país, já que o minério é um componente essencial para o desenvolvimento eletrônico e de tecnologia avançada. “Este é o ingrediente do futuro”, destacou Felippo, acrescentando que o país irá começar a exportá-lo em breve.

Além disso, destacou que a exploração de ouro e de petróleo pode ser extremamente lucrativa. O Paraguai já exporta ouro para os Estados Unidos, que, segundo ele, também tem interesse no petróleo. “Este é um mercado que ainda precisa ser desenvolvido e já há empresas norte-americanas interessadas,” observou.

Felippo revelou que o Congresso paraguaio discute uma lei para atrair investimentos estrangeiros ao facilitar as concessões e a terceirização de serviço – processos altamente burocráticos no Paraguai.

O presidente da UIP explicou ainda que há intenção de mudar a localização do aeroporto internacional de Assunção, o principal do país, visando melhorar a entrada de turistas e investidores. “Nosso aeroporto é muito ruim. Queremos construir um novo, do outro lado do rio, onde há terrenos do governo e liberar a área do atual para a construção de shoppings centers, por exemplo, já que a região possui grande valor imobiliário”, afirmou.

Do ponto de vista de produção local, Felippo destacou o algodão, o frango e o arroz e o fato de o Paraguai ser o terceiro maior produtor de amido do mundo, embora o processo industrial local seja muito precário. “Essa é uma janela de oportunidades de investimentos”, assinalou.

O Paraguai é dono de 80% da frota fluvial das Américas. “Com certeza, essa é uma das maiores oportunidades de investimentos no Paraguai, pois não temos empresas com condições de investir na fabricação e reciclagem das barcaças que navegam nessas frotas”, alertou.

Com vantagens competitivas superiores à da indústria asiática, o Paraguai pode ser uma alternativa para a indústria brasileira enfrentar a questão da competitividade, de acordo com o diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto.

Responsável pelo estudo “Comparativo dos Custos de Produção de Têxteis e Confecção no Brasil e no Paraguai”, Zanotto explicou que “nós vemos um potencial enorme de integração de cadeias produtivas com o Paraguai, com disponibilidade de mão de obra significativa para a indústria de manufatura tradicional, que vem sofrendo e perdendo competitividade com relação ao exterior”.

Um dos exemplos diz respeito aos custos para produção de uma calça jeans. No Brasil, o custo médio do produto é US$ 7,75, enquanto no Paraguai é de US$ 5,73, gerando uma economia de 35%. Outro ponto positivo, segundo Zanotto, é a oferta de capital de giro, 40% maior comparada à brasileira, o que, no seu entendimento, torna a indústria paraguaia mais atrativa do que a asiática.

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