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Presidente de Israel afirma que país não pode atac

Presidente de Israel afirma que país não pode atacar Irã sem apoio dos EUA

Brasília – O presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou nesta sexta-feira, 17, que o país não tem condições de atacar o Irã sem o apoio dos Estados Unidos. A declaração abriu uma crise junto ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Assessores do premier não economizaram nas críticas a Peres.

Na avaliação da assessoria do primeiro-ministro, Shimon Peres extrapolou em suas declarações e foi além do que lhe permite o cargo de presidente. Em Israel, o posto de presidente é mais figurativo, praticamente sem poderes.

Para o analista político do jornal Yedioth Aharonot, Shimon Shiffer, as declarações de Peres poderão equilibrar a balança entre aqueles que defendem um ataque ao Irã e os que se opõem.

Não há consenso em Israel sobre a oportunidade de lançar um ataque para impedir o desenvolvimento nuclear iraniano.

Shimon Peres afirmou ainda que confia nas palavras do presidente Barack Obama de impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

Em Israel há quem afirme que um ataque contra instalações nucleares iranianas é iminente.

Enquanto isso, em Teerã, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad afirmava que “não há lugar para Israel no novo Oriente Médio”.

Ao mesmo tempo em que busca alternativas ao isolamento político e às dificuldades criadas pelas sanções econômicas, o Irã tenta segurar o governo sírio de Bashar al Assad, como forma de seguir influenciando na região.

Na última quinta-feira, 16, Ahmadinejad falou a uma multidão concentrada na Universidade de Teerã e perguntou às pessoas se queriam um novo Oriente Médio. “Nós também, mas no novo Oriente Médio não haverá rastros da presença norte-americana e dos sionistas”, afirmou.

O evento marcou o dia anual do Al Quds (Dia de Jerusalém), data criada pelo líder da Revolução Islâmica, Ayatolá Khomeini, para recordar a ocupação do território palestino. O Al Quds é celebrado sempre no último dia do Ramadã.

Mahmoud Ahmadinejad também fala para o público interno, pois sua autoridade é questionada pelos reformistas e pelos clérigos mais radicais.

Segundo ele, “salvar a existência do regime sionista é um compromisso conjunto da maioria dos arrogantes governos ocidentais”. Ahmadinejad também convocou os mulçumanos a se unirem para desbaratar o apoio ocidental a Israel, país ao qual se referiu como “um tumor cancerígeno”.

Bandeiras de Israel e dos Estados Unidos foram queimadas durante o evento.

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