Mundo

África Poruguesa
06/07/2014
Economia
06/07/2014

Cooperação

Presidente de Moçambique quer deixar a paz como legado

Marcelo Rech, especial de Lisboa

O presidente de Moçambique, Armando Guebuza esteve reunido com o colega português Cavaco Silva para tratar de negócios e sobre como aumentar o comércio entre Moçambique e Portugal, mas o principal tema da agenda girou em torno da paz no país africano.

Portugal tem interesse em aumentar seus investimentos em Moçambique considerando que o processo de paz caminha de forma sólida. Na avaliação de Silva, mais negócios entre empresas portuguesas e moçambicanas irá fortalecer este processo, pois impactará diretamente no bem estar dos africanos e na economia dos europeus.

Gubuza afirmou que Moçambique está crescendo de forma consistente, mas que Portugal pode e deve fazer mais pelo seu país. “Portugal e Moçambique devem reforçar as relações econômicas e de cooperação uma vez que as relações diplomáticas são excelentes”, afirmou.

Em 2013, os investimentos portugueses em Moçambique caíram cerca de 3,5 milhões de euros em relação a 2012, mas este ano já há um saldo positivo registrado no volume de negócios entre os dois países.

Dados do governo de Moçambique do primeiro trimestre de 2014 colocam Portugal no topo da lista de investidores no país com um volume de 150 milhões de euros, valor 5,1% maior do que o efetuado no ano passado.

Gubuza também minimizou a crise econômica na Europa e estimulou os portugueses a seguirem investindo, inclusive por conta da evolução das negociações políticas que objetivam a celebração de um acordo de paz definitivo no país.

Aliás, o processo de paz foi o principal tema da palestra do primeiro-ministro português Passos Coelho para um grupo de 300 investidores dos dois países.

Armando Guebuza pretende ver este processo concluído antes de deixar o poder em 15 de outubro com as eleições gerais em Moçambique. Esta foi, segundo ele, sua última visita como presidente a Portugal.

O Brasil também tem especial interesse na paz em Moçambique, país cuja presença de empresas brasileiras não para de crescer.

Além disso, o país acaba de doar aviões militares para a Força Aérea Moçambicana. Organizações de defesa dos Direitos Humanos afirmam que os aviões serão utilizados contra forças oposicionistas e que o Brasil estaria contribuindo, ainda que indiretamente, com a instabilidade política naquele país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *