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Política

Presidente de Taiwan visita América Central e aumenta tensões entre China e EUA

Brasília – A presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, realizou na semana passada seu segundo giro pela América Latina, desta vez para visitar quatro países centro-americanos com o objetivo de fortalecer as relações com a região, uma das poucas do planeta que favorecem Taipei sobre Pequim. Sua visita à região com escala nos Estados Unidos aumentou as tensões entre Washington e a China.

Tsai Ing-wen esteve em Honduras, Nicarágua, Guatemala e El Salvador, país que presidirá a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) a partir de 25 de janeiro.

Segundo ela, “venho para fortalecer 75 anos de relações diplomáticas com Honduras e seguiremos consolidando os nossos vínculos de amizade”, declarou após reunir-se em Tegucigalpa com o presidente Juan Orlando Hernández.

Nesta nova visita à região, Taiwan quer tornar ainda mais fortes os laços comerciais e de cooperação. Em Honduras, ela também reuniu-se com empresários e visitou as obras da réplica da Torre Taipei 101, um dos edíficios mais altos da Ásia.

A presidente encabeçou uma comitiva de 120 pessoas, entre ministros, parlamentares e empresários. Eleita em maio do ano passado, ela já esteve no Panamá e no Paraguai.

A presidente de Taiwan esteve ainda na posse do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega e reuniu-se com seu homólogo Jimmy Morales, na Guatemala. A viagem foi encerrada em São Salvador onde a presidente Ing-wen encontrou-se com o líder salvadorenho Salvador Sánchez Cerén.

Guatemala, El Salvador, Nicarágua e Honduras formam parte dos 12 aliados com que Taipei conta na América Latina. A Costa Rica rompeu relações com Taiwan em junho de 2007 para aproximar-se da China.

EUA

Para Pequim, as relações entre Taiwan e os Estados Unidos podem criar vários problemas. A China não gostou nenhum pouco das escalas feitas pela presidente Tsai Ing-wen, nos Estados Unidos quando voava para a América Central. No dia 7, ela estacionou em Houston e no dia 13, ao retornar para Taiwan, deu uma parada em São Francisco.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou para ligar para Ing-wen e exortou a que Pequim negocie com Taiwan. As declarações de Trump caíram como uma bomba na China. O governo local chegou a pedir que os Estados Unidos não permitissem que a líder taiwanesa transitasse por seu território.

No entanto, o ex–chanceler nicaraguense, José Pallais, afirmou que o trânsito de Ing-wen pelos Estados Unidos e o seu giro pela América Central “não terá nenhuma relevância internacional, porque entre Taiwan e China existe mais coordenação e comunicação do que se aparenta”.

Taiwan entrega anualmente, cerca de US$ 50 milhões em cooperação não reembolsável à Nicarágua. Para El Salvador, são US$ 71,9 milhões, enquanto a Guatemala recebeu US$ 62,7 milhões nos últimos cinco anos.

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