Relações Exteriores

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Presidente dos Estados Unidos virá ao Brasil

Presidente dos Estados Unidos virá ao Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visitará o Brasil no segundo semestre deste ano com o objetivo de estreitar as relações bilaterais.

Os dois países devem assinar um acordo de cooperação comercial envolvendo o etanol brasileiro e suco de laranja.

Até julho, a Secretária de Estado, Hilary Clinton, virá à Brasília para definir os mecanismos de promoção comercial e de investimentos.

O Brasil pretende derrubar tarifas e barreiras comerciais, mas dificilmente isso vai acontecer.

Para os Estados Unidos, o acordo a ser firmado deve apenas facilitar as negociações bilaterais.

A visita de Obama estava sendo negociada desde o ano passado pelo então embaixador brasileiro em Washington, Antônio Patriota, atual Secretário-Geral do Itamaraty.

O Departamento de Estado preferiu aguardar a aprovação pelo Senado norte-americano do nome do embaixador Thomas Shannon que assumirá oficialmente o posto em Brasília nesta quinta-feira.

Nesta segunda-feira, Hilary Clinton destacou o papel do Brasil como líder regional.

Para a Secretária de Estado, o país participa das principais negociações internacionais sem fugir dos debates, inclusive quanto ao clima e aos temas energéticos.

Análise da Notícia

Os diplomatas brasileiros costumam destacar o alto nível das relações entre o presidente Lula e o ex-presidente George W. Bush.

Trata-se de uma referência a duas pessoas completamente diferentes, mas que ainda assim, conseguiram manter o diálogo bilateral num patamar importante.

Com a eleição de Barack Obama, a expectativa no governo brasileiro cresceu ainda mais.

Para Lula, Obama tem tudo para mudar a imagem dos Estados Unidos na América Latina.

No entanto, as decepções são grandes.

Depois da Cúpula das Américas, realizada em Trinidad e Tobago, quando Obama falou numa nova relação, pouco foi feito de concreto.

Várias promessas deixaram de ser cumpridas e Brasil e Estados Unidos passaram a divergir em temas estratégicos.

De certa forma, doeu em Lula ver Obama ganhar o prêmio Nobel da Paz na mesma época em que anunciava o aumento do contingente militar norte-americano no Afeganistão.

Mas, foi Obama quem titulou Lula de “O Cara”, o que lhe ajudou em sua imagem internacional de pop star.

Passado um ano de seu governo, Obama amarga a perda de popularidade enquanto Lula não parece ter limites.

Em termos práticos, os Estados Unidos não têm a América Latina como prioridade da sua política externa.

Barack Obama enxerga em Lula, o líder capaz de manter a estabilidade política regional ao gosto norte-americano.

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