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Projetos Estratégicos

Presidente garante que Brasil não vai abrir mão das prioridades da Defesa

Brasília – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira, 16, que o Brasil não abrirá mão das prioridades para a Defesa, ao participar da cerimônia de promoção de 99 oficiais-generais da Marinha, Exército e Aeronáutica. Ao lado do vice-presidente, Michel Temer, e do ministro da Defesa, Aldo Rebelo, ela destacou que “meu governo compreende a importância de desenvolvermos a base industrial de defesa brasileira e nos capacitarmos tecnologicamente em áreas estratégicas”.

Dilma Rousseff garantiu que, apesar da crise econômica, os projetos prioritários não serão comprometidos. “Afinal, face aos imperativos de defesa do século XXI, não podemos abdicar do pleno desenvolvimento de nossos setores nuclear, cibernético e aeroespacial. Mesmo o Brasil sendo reconhecido em muitas áreas como um poder suave, mas mesmo assim ele tem que ser poder”, disse.

A presidente citou como exemplos estratégicos o Programa Nuclear da Marinha e o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). “Em Aramar (SP) e em Itaguaí (RJ) etapas importantes foram concluídas durante meu governo, e consagraremos nossa condição de país autônomo em termos de domínio da tecnologia nuclear e dotado dos meios apropriados para a dissuasão em nossas águas jurisdicionais”.

Ela lembrou ainda do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), que está centralizado em Dourados (MS) e que atingiu 64% de sua execução em 2015, além do blindado Guarani, com 90% de conteúdo nacional, além do projeto FX-2 (Gripen NG) e do cargueiro KC-390.

“Reconhecemos que o papel das Forças Armadas, internacionalmente nos países desenvolvidos, tem sido um fator extremamente relevante na expansão, criação e difusão de tecnologia. A indústria de defesa em todos os países ocupa uma função essencial na necessidade de se modernizar e de se apropriar dos últimos conhecimentos”.

Mesmo com cortes orçamentários que impedem, por exemplo, a concessão de reajustes salariais aos militares, a presidente reafirmou o compromisso de prosseguir com a valorização das Forças Armadas. “Essa valorização é necessária e justa, em face do sacrifício exigido pela carreira, e eu me comprometo a dar sequência a este processo, que sempre nos atraiu a atenção e a preocupação”, complementou a presidenta.

Promoção

Na Marinha, 21 oficiais foram promovidos ao posto de almirante; no Exército, 37 ascenderam a generais; enquanto na Força Aérea Brasileira, 25 oficiais foram promovidos a brigadeiro.

“O Brasil seguirá atento e necessitando da defesa das nossas fronteiras, afirmando-se como país da maior biodiversidade na nossa Amazônia Verde e necessitará da proteção das nossas riquezas na Amazônia Azul e na amplidão do nosso espaço aéreo, e principalmente, na defesa do povo brasileiro, o nosso maior patrimônio”, concluiu em seu discurso a presidente.

Já o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, ressaltou o papel das instituições militares no Brasil. “São instituições fundadoras da nossa nacionalidade, construtoras do Estado brasileiro e criadoras de valores que cimentam a identidade mais profunda e o sentido de permanência da nossa nacionalidade. São instituições que ajudaram a criar a ideia de Brasil quando ela não existia. Ajudaram a fazer a escolha de um Brasil e não de dois, três ou mais Brasis”, declarou.

O ministro explicou que essas instituições carregam até hoje a dualidade das missões: defender a pátria e construir o Brasil. “Constroem materialmente, com a ciência e tecnologia; socialmente, dando assistência a populações desassistidas levando médicos e médicas das três Forças Armadas; e espiritualmente, com exemplo de seus líderes”.

O Comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse que o Brasil tem assumido crescente protagonismo no cenário mundial, e tal envergadura exige do país “capacidade concreta de dissuasão, a partir do domínio de ferramentas e processos de geração e projeção de forças que indiquem com nitidez que o interesse nacional será respaldado pela vertente militar, onde e quando for necessário”.

 

Neste sentido, expressou que é preciso contar com Forças Armadas modernas e integradas na operação de sistemas tecnológicos avançados. “Temos a convicção que o Brasil não será grande sem um sistema de defesa capaz de respaldá-lo”.

Ele reconheceu que há empenho do ministério da Defesa e das Forças Armadas para se avançar na transformação a partir de projetos indutores, como sistemas de monitoramento e controle, submarinos convencionais e de propulsão nuclear, caças, aeronaves de transporte, satélites, defesa antiaérea, mísseis, foguetes, forças blindadas e defesa cibernética.

“Ainda estamos por completar a tarefa geohistórica de ocupar e integrar nosso gigantesco território, garantir progresso, bem-estar e segurança da nossa gente”, concluiu.

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