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29/12/2014
Relações Exteriores
05/01/2015

Diplomacia

Presidente inicia segundo mandato com agenda de política externa

Brasília – A presidente Dilma Rousseff iniciou seu segundo mandato com uma agenda de política externa que incluiu cinco encontros reservados. Ainda no dia 1º, conversou com o vice-presidente norte-americano Joe Biden. Na sexta-feira, 2,, teve quatro reuniões seguidas com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o primeiro-ministro da Suécia, Stefan Lofven, o vice-presidente chinês, Li Yuanchao, e o presidente de Guiné-Bissau, Mário José Vaz.

Em todas as reuniões, a presidente foi acompanhada pelo novo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que deixará o cargo em breve.

Na reunião com Joe Biden, Dilma tratou do relançamento das relações bilaterais. Desde 2013 com as denúncias de espionagem por parte da NSA, Brasil e Estados Unidos praticamente congelaram as relações no nível político. Uma visita de Estado a Washington foi cancelada por conta das revelações feitas por Edward Snowden.

Agora, os dois países buscam uma reaproximação que culminará com a realização da visita de Estado provavelmente no segundo semestre. O governo brasileiro condiciona o agendamento desta visita à garantia por parte de Washington de que nenhuma outra denúncia de espionagem virá à tona. Principalmente quando Dilma estiver apertando as mãos de Obama na Casa Branca. Se esta garantia não for de 100%, o encontro não acontecerá, garantem fontes do governo brasileiro.

Para Joe Biden, “trata-se de um novo ano, de um novo começo”. Ele não revelou o teor de sua conversa com Dilma, mas a agenda deve ter contemplado vários temas, pois os dez minutos previstos se arrastaram por mais de uma hora.

Os Estados Unidos querem tornar-se o principal parceiro comercial do Brasil e com isso, diminuir a influência que a China vem tendo no país e na região. Hoje, Washington já não se preocupa com a presença russa na América Latina, mas com a força com que a China vem expandindo suas relações comerciais, econômicas e políticas na região.

A crise política na Venezuela também mereceu a atenção de Biden. Para Washington, o Brasil pode influir para que as coisas se acalmem naquele país e para que a oposição possa exerceu seu papel sem restrições.

Inicialmente, os Estados Unidos pretendiam que Dilma realizasse a visita de Estado já no mês de março o que foi descartado pelo governo brasileiro. A nomeação do embaixador Mauro Vieira para o lugar de Luiz Alberto Figueiredo – os dois trocaram de lugar e Figueiredo ocupará agora a embaixada do Brasil nos Estados Unidos – pode ser entendida como um passo concreto em direção à normalização das relações entre os dois países.

Agenda

Durante seu encontro com Dilma Rousseff, Joe Biden enfatizou que os Estados Unidos querem fortalecer as relações com o Brasil em temas como energia e a exploração de gás e petróleo.

Washington pretende triplicar o volume comercial entre os dois países que alcança hoje cerca de US$ 100 bilhões. Para conter a China, Washington quer voltar a ser o primeiro parceiro comercial do Brasil.

Ainda em janeiro, a presidente dará uma passada no Fórum Econômico de Davos, na Suíça. O evento acontece entre os dias 21 e 24. De lá, ela segue para a posse do presidente Evo Morales, na Bolívia, marcada para os dias 21 e 22 nas ruínas de Tiwanaku, um sítio arqueológico pré-colombiano e no Congresso Nacional em La Paz.

Nos dias 28 e 29, ela estará em São José, na Costa Rica, para a III Cúpula da CELAC que deverá reunir 33 Chefes de Estado e de Governo da América Latina e Caribe, e que terá como principal tema o combate à pobreza.

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