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Colômbia

12 de dezembro de 2014
por: InfoRel

Marcelo Rech, especial de Medellín, Colômbia



O presidente Juan Manuel Santos afirmou nesta quinta-feira, 11, que é prematuro tratar de um diálogo de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN). Segundo ele, há uma negociação secreta que envolve o seu governo e emissários do ELN, mas que a fase exploratória ainda não foi superada.



Santos reafirmou ainda que as negociações com as FARC serão retomadas após a guerrilha ter libertado vários sequestrados, entre eles um general, na última semana.



Nesta sexta-feira, 12, Juan Manuel Santos se reunirá com o Secretário de Estado norte-americano John Kerry em Bogotá para abordar justamente as questões envolvendo o processo de paz na Colômbia.



A ideia é ver como os Estados Unidos poderão contribuir com o processo para que o mesmo não fracasse.



O governo colombiano confirmou ainda que no próximo dia 17, o último grupo de vítimas do conflito interno viajarão para Havana para discutirem aspectos do acordo de paz com membros do governo e das FARC.



Este tema também fará parte da agenda da XIII Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), que acontece domingo em Cuba com a presença dos Chefes de Estado e de Governo de Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Equador, Dominica, Nicarágua, Santa Lúcia e Venezuela.



Apoio internacional



O processo de paz na Colômbia, ainda que suscite muitas dúvidas entre os colombianos, ganha cada vez mais apoio internacional. Santos já esteve na Europa onde conquistou o resplado de países como Alemanha, Espanha, França, Itália, e da União Europeia.



Na semana passada, durante as cerimônias de inauguração da Sede da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) em Quito, Equador, ele obteve o suporte regional. O Secretário-Geral da UNASUL, Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia, e o anfitrião, Rafael Correa, manifestaram o apoioda região aos diálogos de paz entre o governo e as FARC.



O tema foi tratado pelos Chefes de Estado e de Governo do bloco a portas fechadas. Segundo Samper, “essa paz não será apenas a paz dos colombianos, mas de todos os sul-americanos”.



Ele lembrou que sua geração não conheceu um único dia de paz. “Nascemos na violência, crescemos nela, fizemos política e fomos educados, tudo em meio à violência armada, por isso acompanhamos com grande expectativa o processo que se leva a cabo em Havana”, explicou.



Samper fez um apelo para que todos se unam em torno deste processo esperado por 7 milhões de colombianos por mais de 50 anos.



Rafael Correa também empenhou sua palavra em relação ao apoio equatoriano à paz na Colômbia. Ele e Santos chegaram a romper relações quando a Colômbia decidiu atacar um acampamento das FARC em Angostura, Equador, em 2008.



Santos era o ministro da Defesa de Álvaro Uribe. O ataque com aviões Super Tucanos fabricados no Brasil, eliminou vários líderes da guerrilha, entre ele Raul Reyes, então chanceler do grupo.



Em 50 anos, o conflito armado colombiano deixou 220 mil mortos e 5,3 milhões de deslocados internos e refugiados.


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