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Encontro Brasil – EUA sobre Cooperação em C & T

Primeiro Encontro da Comissão Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Cooperação Científica e Tecnológica

Comunicado Conjunto

Em 21 de julho de 2006, realizou-se em Washington o primeiro Encontro da Comissão Conjunta Brasil-Estados Unidos sobre Cooperação Científica e Tecnológica.

A delegação dos EUA contou com 48 integrantes e foi chefiada pelo Assessor de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, John Marburger. A delegação brasileira, com 27 integrantes, foi chefiada pelo Secretário Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luís Manuel Rebelo Fernandes.

Os participantes do encontro representaram ministérios e instituições da área de ciência e tecnologia em ambos os países. O evento realizou-se no quadro do Acordo Brasil-EUA de 1984 sobre Cooperação em Ciência e Tecnologia (emendado e ampliado em 1994) e conforme diretriz dos Presidentes Lula e Bush no comunicado conjunto divulgado quando de seu encontro de novembro de 2005 em Brasília.

Na ocasião, os Presidentes “comprometeram-se a intensificar os diálogos e a cooperação existentes em ciência e tecnologia, educação, meio ambiente e promoção do comércio e do investimento.”

Sua decisão de “reforçar atividades de médio e longo prazo em áreas como ciências da terra, do ar e do espaço, saúde, biodiversidade e agricultura” constituiu o impulso para este primeiro encontro da Comissão Conjunta.

De 24 a 26 de abril, realizou-se simpósio preparatório no Rio de Janeiro, em que se trataram questões de pesquisa biomédica, saúde pública, observação da terra, padrões tecnológicos e medições, ciências da terra, tecnologias da informação e comunicações, educação e intercâmbio, e outras áreas.

A Comissão Conjunta revisou a cooperação científica e tecnológica em curso entre os dois países, e ressaltou os avanços significativos que essa cooperação proporcionou para o progresso da pesquisa científica, para estabelecer contatos de trabalho entre pesquisadores, e para proporcionar benefícios tangíveis a sociedade.

Esses benefícios, observou-se, não se limitavam a Brasil e Estados Unidos, mas estendiam-se também a terceiros países.

A colaboração entre Brasil e Estados Unidos permitiu melhor compreensão do clima da terra, a melhoria da previsão meteorológica, estreitou a coordenação para o tratamento de doenças infecciosas, a conformação de padrões metrológicos e contribuiu para a pesquisa científica básica em grande variedade de setores.

Brasil e Estados Unidos concordaram em buscar maneiras de desenvolver programas já existentes, promover seminários sobre diversos temas e discutir novos caminhos para a cooperação.

Áreas potenciais incluem tecnologias da informação e comunicações, bioinformática, agricultura, energia, saúde pública e observação da terra. As duas partes concordaram em realizar novos encontros técnicos para explorar esses temas.

Os dois países concordaram que a realização desse primeiro encontro da Comissão Conjunta Brasil-Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica abre novo e promissor capítulo no diálogo e cooperação entre ambos.

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