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11/02/2012
Irã
11/02/2012

Princípios da Revolução Islâmica se mantém

Princípios da Revolução Islâmica se mantém

O Diretor-Geral de Cultura e Orientação Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Khoramshad, afirmou que os princípios pelos quais a Revolução Islâmica foi levada a cabo, se mantêm depois de 33 anos: Liberdade, Independência e República Islâmica. No entanto, afirmou que excessos podem ser revistos.

Khoramshad explicou que um desses princípios – independência – está por trás do Programa Nuclear do país. Segundo ele, “isso mostra que o Irã pode alcançar o que busca. Isso não havia antes da Revolução. Russos, ingleses, franceses e depois norte-americanos, eram os que decidiam pelo Irã”.

Na sua avaliação, se o Irã simplesmente aceitar as imposições dos Estados Unidos e renunciar ao seu programa nuclear, não haverá mais pressões e as sanções acabam.

Ele explicou ainda que no início da Revolução, o estilo de vida ocidental era condenado, mas que hoje isso já não é tão rígido e citou como exemplos, o uso de jeans e a pizza.

Mohammad Bagher Khoramshad que também é professor universitário de Ciências Políticas, não tem dúvidas que os Estados Unidos utilizam o discurso do estilo de vida ocidental para entrar na política iraniana.

Atualmente, existem 500 canais de TV em persa criados no Ocidente com o objetivo de influenciar o dia-a-dia do Irã. “Os países podem dividir suas culturas, mas não podem impor umas sobre as outras”, advertiu.

Cinema

Sobre o sucesso internacional do filme “A Separação”, de Asghar Farhadi, Khoramshad adverte: o filme foi feito no Irã, com autorização do governo, premiado no país e mostra o dinamismo da sociedade iraniana.

Na sua opinião, o sucesso internacional não é surpresa, mas o Ocidente tenta mostrá-lo ao mundo como um filme que apenas questiona politicamente o estilo de vida iraniano.

Segundo ele, “o Ocidente tenta organizar o mundo de acordo com os seus pontos de vista e interesses. Há 33 anos, o Ocidente diz que o sistema islâmico acaba em um ano e isso não acontece. Há 15 anos, Israel diz que em seis meses o Irã terá uma bomba atômica, mas ninguém diz quando esses seis meses vão chegar”.

Turismo

O Diretor-Geral de Cultura e Orientação Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Khoramshad, afirmou que um possível abrandamento da lei islâmica para a atração de turistas estrangeiros é avaliado pelo governo já há alguns anos.

Depois do Petróleo, o Turismo seria a segunda principal fonte de ingressos para o país.

No entanto, mesmo que haja uma flexibilização da lei islâmica, alguns princípios serão mantidos. O Irã não fará concessões que violentem os pontos mais importantes que norteiam a Revolução.

Khoramshad reconheceu ainda que o país precisa se preparar em termos de infraestrutura de transportes e hotéis para receber turistas de todo o mundo.

Outra importante frente para o Irã está na imagem do país que é projetada no exterior. Para tanto, foi criado um canal de TV em espanhol e o Irã estuda oferecê-lo também nos idiomas português, alemão e francês.

Mas, a tarefa não será fácil. A Press TV foi cortada no Reino Unido e um canal iraniano em árabe foi cortado de países europeus e do Oriente Médio.

“Nós estamos numa guerra. O Irã contra essa visão que fazem do país. Não é uma guerra de igual para igual. Todos contra o Irã. Nos 80, todo mundo com o Iraque, contra o Irã. Hoje, acontece algo muito parecido com aquela época”, concluiu.

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