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03/02/2017
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03/02/2017

Corrupção

Procuradora do Panamá se reúne com autoridades peruanas por caso Odebrecht

Brasília – A Procuradora-Geral do Panamá, Kenia Porcell, reuniu-se nesta quinta-feira, 2, em Lima, com o Procurador da Nação, do Peru, Pablo Sánchez Velarde, para coordenar a cooperação internacional sobre o caso Odebrecht, empresa investigada em mais de dez países por ter pago subornos para a obtenção de contratos de obras milionárias. O Procurador Anticorrupção do Peru, Hamilton Castro, também participou da reunião.

O Panamá tem interesse especial em conhecer como o Peru firmou o Convênio Preliminar com a Odebrecht e que permitiu ao ministério Público peruano realizar várias prisões.

Segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht pagou mais de US$ 59 milhões em subornos no Panamá, entre 2010 e 2014, em troca de contratos estimados em cerca de US$ 175 milhões.

Enquanto isso, em Lima, Mario Alvarado, executivo da empresa Graña y Montero, ex-sócia da Odebrecht no Peru, afirmou que o grupo não tinha conhecimento do pagamento de propinas pela empresa brasileira e que se sente enganada pela ex-parceira.

“Estamos conscientes que fomos enganados, sabemos hoje que foi uma má decisão (unir-se à Odebrecht), o que nos fez perder muito, e estamos pagando as consequências desse engano”, afirmou ante a Comissão Parlamentar que investiga o Caso Lava Jato no Peru.

Alvarado detalhou que em dezembro do ano passado, a empresa perdeu o equivalente a US$ 38 milhões em seus ativos. A Graña y Montero participou em seis projetos com a Odebrecht na condição de sócio minoritário, o que justificaria o desconhecimento da “dupla contabilidade que utilizou a empresa brasileira para o pagamento de propinas e subornos”.

“Foi um erro participar com a Odebrecht na qualidade de sócio minoritário porque nunca pudemos exercer qualquer controle. Não participamos em nenhum ato de corrupção”, assegurou.

A Odebrecht já teria admitido o pagamento de US$ 29 millhões em subornos a funcionários peruanos entre 2005 e 2014, anos que compreendem os governos de Alejandro Toledo (2001-2006), Alan García (2006-2011) e Ollanta Humala (2011-2016), segundo dados do Departamento de Justiça do Estados Unidos.

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