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Programa Espacial passa por revisão

Programa Espacial passa por revisão

O presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antonio Raupp, afirmou em palestra à 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que o Programa Espacial Brasileiro é voltado para a solução de problemas nacionais e deve ser autônomo.

No entanto, Raupp deixou claro que não se faz programa espacial sem investimentos fortes, mão-de-obra qualificada e gestão de qualidade.

Ele prometeu trabalhar para triplicar o orçamento do programa espacial que atualmente recebe apenas R$ 300 milhões.

Além disso, a AEB está mapeando a realidade do programa e levantando as demandas do setor em reuniões com representantes de todos os órgãos que compõem o programa, incluindo a indústria nacional.

Quatro reuniões já foram realizadas e ficou decidido que o país precisa de um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres; de uma estratégia nacional de defesa; de um melhor monitoramento ambiental e de segurança alimentar e hídrica.

Para atendê-las, o PNAE deverá receber uma nova carteira de projetos, uma participação maior da indústria e da academia no programa, o domínio das tecnologias críticas, um novo orçamento e aprimoramento do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae).

Alguns dos projetos de satélites existentes, como o do satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS) e os de satélites geoestacionários de comunicação e meteorologia aparecem como prioritários no novo programa.

“Nós temos grandes desafios para o desenvolvimento desses veículos. Temos que dominar a tecnologia do propelente líquido, por exemplo”, disse o presidente da AEB.

Segundo Raupp, a AEB definirá as prioridades e os projetos e eles serão executados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) e pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), com participação direta da indústria e apoio das universidades.

Ele acredita que a parceria fortalecerá todos os envolvidos na execução do Programa Espacial Brasileiro e tornará mais fácil o domínio de tecnologias que o país ainda não detém.

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