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Programa Fx2: todos prometem transferir tecnologia

Programa Fx2: todos prometem transferir tecnologia

Representantes das três empresas finalistas do Programa Fx2 de aquisição de aviões de combate para a Força Aérea Brasileira (FAB), garantiram a transferência de tecnologia dos seus modelos para o Brasil, em audiência pública realizada nesta quarta-feira na Comissão de Ciência e Tecnologia, da Câmara dos Deputados.

Os deputados agora querem ouvir o ministro da Defesa, membros da FAB e pilotos sobre a avaliação técnica do F-18 Super Hornet, da Boeing, Gripen NG, da Saab, e Rafale, da Dassault, o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Força Aérea pretende adquirir 36 caças. Na Comissão, todas as empresas assumiram o compromisso de transferir tecnologia, ponto nevrálgico do processo.

O vice-presidente da Boieng, empresa norte-americana, Roberto Gower, garantiu que o Congresso dos Estados Unidos aprova a medida inédita uma vez que o país oferecia no máximo, parceria para a manutenção de equipamentos militares exportados.

Segundo ele, na proposta revisada entregue à FAB, a Boeing oferece o conteúdo do F-18, tecnologia de manutenção, laboratórios de túneis de vento supersônicos e materiais compostos, como cerâmicas e fibra de carbono.

Além disso, a empresa promete montar os aviões no Brasil em conjunto com a Embraer e compromete a construir um laboratório no país para desenvolver tecnologia de construção de aviões invisíveis a radares.

Gower destacou que dos três modelos que disputam a licitação, o F-18 Super Hornet é o único utilizado em guerras e combates de longa duração.

Já o diretor da Dassault International do Brasil Ltda, Jean-Marc Merialdo, esquentou o clima ao afirmar que a França não precisa de autorização de nenhum outro país para vender o Rafale ao Brasil, pois domina toda a tecnologia para criação e evolução desses aviões.

Ele confirmou que a empresa recebeu sinal verde do governo francês para vender o Rafale e os sistemas de manutenção do avião com transferência de 100% da tecnologia.

Bengt Janér, diretor da Saab no Brasil explicou que todas as aeronaves Gripen que forem compradas pela FAB serão produzidas integralmente no país.

Pela proposta da Saab, 80% da estrutura física de cada aeronave será construída no Brasil, inclusive daquelas que serão vendidas na Suécia.

Ele assegurou ainda que toda a parte eletrônica dos aviões será produzida no Brasil. Os softwares em conjunto com a Embraer.

Os suecos se comprometeram a instalar um laboratório de tecnologia supersônica e outro para desenvolver tecnologia eletrônica, no Brasil.

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