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Prolongada a crise em Honduras

Prolongada a crise em Honduras

A presença da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Tegucigalpa, nesta quarta-feira, não foi suficiente para que houvesse uma distensão em relação à crise que se arrasta há mais de 100 dias.

O presidente deposto Manuel Zelaya que confiava na OEA para retornar ao poder, criticou duramente a organização.

Para Zelaya, a OEA está fazendo o jogo dos golpistas que pretendem deixar o poder somente após as eleições marcadas para novembro.

Nesta quarta-feira, representantes do organismo regional pediram a Roberto Micheletti que permita a saída de Manuel Zelaya da embaixada do Brasil onde está abrigado desde o dia 21 de setembro.

Ele ficaria “refugiado” em sua casa na capital do país até que o impasse fosse solucionado.

Com a criação de duas subcomissões que vão discutir separadamente a restituição ao poder de Manuel Zelaya e temas diversos, a crise se prolonga por pelo menos mais 15 dias.

Se Manuel Zelaya está descontente com a OEA, o mesmo pode ser dito de Roberto Micheletti. Para o ex-presidente do Congresso hondurenho, a OEA não sabe nada sobre a verdade dos fatos e se nega a conhecê-los.

De acordo com ele, Honduras não teme os Estados Unidos, nem o Brasil ou o México, mas apenas Manuel Zelaya.

Roberto Micheletti voltou a cobrar do Brasil uma definição sobre o status jurídico de Manuel Zelaya e providências do governo brasileiro para que o presidente deposto não faça uso político de seu refúgio.

Para a OEA, uma solução definitiva passa pelo respeito ao Acordo de São José, articulado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

O documento de onze pontos prevê o retorno de Manuel Zelaya ao poder, impede a realização da reforma constitucional proposta por ele, concede anistia política para todos os golpistas e zelaystas, a formação de um governo de conciliação nacional, e a fiscalização por organismos internacionais do cumprimento do acordo.

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