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PT defende Política Externa do governo Lula

PT defende Política Externa do governo Lula

O Partido dos Trabalhadores defendeu a Política Externa do governo em seminário internacional realizado nesta quinta-feira em Brasília.

O evento que contou com as presenças do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, do assessor especial Marco Aurélio Garcia, e do sociólogo Emir Sader, é parte do Congresso Nacional do partido que no sábado confirma o nome da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, como candidata à sucessão do presidente Lula.

Amorim, Garcia e Sader participaram de um debate sobre a nova situação internacional e latino-americana.

Segundo Marco Aurélio Garcia, “a oposição dizia que deveríamos resolver os grandes problemas nossos e não nos preocupar com os problemas daqueles que precisavam de apoio. Que não deveríamos pensar na política externa e sim pensar no Brasil internamente. Contudo, engana-se quem pensa que a América Latina não é fundamental para o Brasil. A oposição acreditava que deveríamos nos tornar subalternos, mas hoje somos um país que está há frente de grandes negociações”.

Ao destacar as potencialidades da região, Marco Aurélio Garcia, enfatizou que a América Latina “não tem grandes conflitos e as eleições no continente são democráticas”.

Em sua exposição, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que “nunca em 200 anos de história um presidente havia se preocupado com a América a Latina na história do mundo. Mas, o Brasil uniu a América Latina e se tornou uma grande potência”.

O chanceler filou-se ao PT no ano passado e pode disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro.

Celso Amorim defendeu a estratégia adotada pelo Brasil na região.

“Unificamos as realidades, não só de maneira solidária, mas de maneira econômica. Não dependemos de uma só potência, temos relações com vários países. No Haiti, por exemplo, além da segurança estamos à frente do apoio de reconstrução do país, evitando mortes e levando a paz”, explicou.

Ele confirmou que a América Latina continua sendo a prioridade das prioridades para a política externa brasileira.

“O Brasil realmente é um ator global. Nossa agenda, ainda no Governo Lula, será extensa. Em abril trataremos dos Brics, o presidente ainda irá ao Oriente Médio, Palestina e Israel, e em maio ao Irã. Além da reunião das civilizações que será realizada no Rio de Janeiro”, informou.

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