Brasília, 23 de maio de 2019 - 21h06
Radares aéreos são instalados para combater tráfico de droga e armas

Radares aéreos são instalados para combater tráfico de droga e armas

28 de novembro de 2018 - 18:35:07
por: Marcelo Rech
Compartilhar notícia:

Brasília - O Brasil vai instalar três radares aéreos para o controle de voos de baixa altitude nas fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, com o objetivo de fortalecer o combate ao tráfico internacional de drogas e armas.

Neste sentido, o ministério da Segurança Pública vai transferir R$ 140 milhões de reais para que a Força Aérea Brasileira adquira os radares com os quais pretende monitorizar com maior eficiência as fronteiras do país.

O acordo foi assinado, em Brasília, pelo ministro brasileiro da Segurança, Raul Jungmann, e pelo Comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. "A partir de agora, iremos reduzir por via aérea a possibilidade de armas e drogas chegarem às nossas cidades e aumentar o medo, a violência e a força das facções criminosas", afirmou Raul Jungmann.

"Temos cinco países vizinhos que são ou grandes produtores ou refinadores ou traficantes de drogas, substâncias que, quando entram nas nossas fronteiras, se transformam em violência, em tragédia", acrescentou.

Segundo Rossato, os novos equipamentos irão suprir as falhas na vigilância em áreas de baixa altitude, como algumas localidades do estado de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com a Bolívia e o Paraguai, sendo a região por onde as aeronaves ilegais mais entram no Brasil.

As zonas denominadas "pontos cegos", usadas por contrabandistas, são atualmente monitorizadas por autoridades brasileiras com aeronaves, cuja manutenção anual ronda os R$ 135 milhões, o mesmo valor que custarão os radares, cuja vida útil é de 20 anos.

Para a compra dos radares, o governo brasileiro abrirá uma licitação internacional e estima-se que possam entrar em funcionamento já no próximo ano.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu "mão forte" no combate ao crime organizado. Para tanto, nomeou o general Fernando Azevedo e Silva como futuro ministro da Defesa, o general Augusto Heleno Ribeiro, como chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e o juiz Sérgio Moro, chefe da Justiça.