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Política

25 de janeiro de 2017 - 19:24:09
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial da República Dominicana



Punta Cana - O presidente de Cuba, Raul Castro, cobrou respeito por parte do novo governo dos Estados Unidos à soberania de Cuba e garantiu que o país seguirá negociando a normalização das relações bilaterais, desde que Washington não imponha condições. Ao solidarizar-se com os governos boliviano, venezuelano e equatoriano, Castro voltou a atacar o que chamou de “golpe de Estado parlamentar e judicial contra o Brasil.



“Reiteramos a nossa rejeição ao golpe de Estado perpetrado no Brasil contra a presidente Dilma Rousseff, a quem expressamos a nossa solidariedade, da mesma forma ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva”, afirmou. Integrantes da comitiva de Castro na CELAC, os vice-chanceleres cubanos Abelardo Moreno e Rogelio Díaz, deram a entender que as relações com o Brasil estão congeladas e que não há interesse em normalizá-las enquanto o país não eleja um novo presidente em 2018.



Para a diplomacia brasileira, “Cuba tem sido muito desaforada”. O diálogo entre os dois países está praticamente paralisado e não há indícios de que este cenário possa mudar enquanto Michel Temer esteja como presidente e José Serra responda pela chancelaria.



O líder cubano disse ainda que “é imprescindível estabelecer cursos de ação comuns e tornar mais efetiva a gestão da CELAC” e reiterou que o país continuará apoiando a implementação dos acordos de paz na Colômbia com as FARC e os diálogos de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN).



EUA



Raul Castro assegurou que Havana pretende seguir negociando os assuntos bilaterais pendentes com os Estados Unidos, “sobre a base da igualdade, a reciprocidade e o respeito à soberania e à independência do nosso país, e prosseguir o diálogo respeitoso e a cooperação em temas de interesse comum com o novo governo do presidente Donald Trump”, enfatizou.



Segundo ele, “o bloqueio econômico, comercial e financeiro persiste, o que provoca consideráveis privações e danos humanos que lesionam gravemente a nossa economia e dificulta o desenvolvimento”, concluiu.