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Ajuda humanitária

Reconstrução do Haiti levará 50 anos

O novo representante do Secretário-Geral das Nações Unidas, no Haiti, Edmond Mulet, afirmou que a reconstrução do país levará entre 40 e 50 anos.

Na sua avaliação, após oito intervenções estrangeiras, o Haiti precisa de um processo de reconstrução que seja para valer.

Com a chegada das chuvas em abril, as tormentas tropicais tendem a piorar o estado de caos vivido pelos haitianos.

O país necessita de pelo menos 200 mil tendas para abrigar os desalojados. Cerca de um milhão de haitianos não têm casa.

Já o presidente haitiano René Prèval, que é fortemente criticado pela população, pediu o apoio do Brasil para que o país tenha sua dívida externa perdoada.

Ele quer ainda que as autoridades haitianas controlem e coordenem toda a ajuda humanitária que chega ao país.

Prèval ainda cobrou a liberação de R$ 1 milhão prometidos pelo Brasil.

Nesta semana, o Brasil anunciou a doação de US$400 mil para o financiamento integral de um dos três projetos elaborados pela UNESCO para a reconstrução do sistema educacional do Haiti.

O montante será destinado ao treinamento de professores e beneficiará cerca de 110 mil estudantes haitianos de nível secundário e superior.

A doação foi anunciada pelo Ministro Celso Amorim após encontro com a Diretora-Geral da UNESCO, Embaixadora Irina Bokova, na sede da Organização, em Paris.

Nesta semana, um grupo de cinco deputados brasileiros visitou Porto Príncipe.

Eles pretendem realizar um debate na Câmara sobre o Haiti.

Serão chamados os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e das Relações Exteriores, Celso Amorim, além de militares e de membros de organizações civis que atuam no Haiti.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), defendeu a criação de um Plano Marshall para a reconstrução do país.

Até o momento, foram contabilizadas 220 mil mortes com o terremoto, mas esse número pode ter ultrapassado os 250 mil uma vez que no Haiti os registros de nascimento e falecimento praticamente não existem.

A Câmara dos Deputados deve realizar ainda uma sessão solene em homenagem aos brasileiros mortos no Haiti. Foram 18 militares e dois civis.

Um policial militar do Distrito Federal continua desaparecido.

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