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Terremoto

Reconstrução do Haiti pode chegar aos US$ 11,5 bilhões

Nesta quarta-feira, representantes de 100 países se reúnem em Nova York para discutir a reconstrução do Haiti após o terremoto de 12 de janeiro.

A Conferência Internacional de Doadores não deve apresentar novidades.

A reconstrução do país deve custar entre US$ 3,5 bilhões e US$ 11,5 bilhões.

O encontro pretende definir as prioridades e quem coordenará as ações no Haiti.

De acordo com o governo brasileiro, nos próximos 18 meses, pelo menos US$ 4 bilhões devem ser aplicados em projetos e programas específicos.

Brasil, Canadá, França e Espanha, comandam a Conferência. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pretende anunciar um pacote de ajuda para o desenvolvimento econômico e social do Haiti.

Desde o início do ano, o Brasil já destinou ao Haiti cerca de R$ 340 milhões e mais de mil toneladas de alimentos, água e medicamentos. Outros US$ 17 milhões doados por organizações internacionais foram repassados pelo governo brasileiro aos haitianos.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), US$ 260 milhões foram doados ao Haiti em alimentos como arroz, farinha, feijão e óleo, que chegaram aos 3,5 milhões de vítimas do terremoto.

Em dinheiro, o montante chega a US$ 718,9 milhões.

De acordo com o Escritório para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, apenas 48% das doações que se destinam à reconstrução do Haiti foram obtidas.

O órgão está preocupado com a tendência de estagnação da arrecadação.

Brasil e Cuba

Os dois países firmaram um acordo para reerguer o sistema de saúde do Haiti.

O governo brasileiro vai aportar US$ 80 milhões para a capacitação de recursos humanos, informou o ministro José Gomes Temporão.

Cuba vai contribuir com mão-de-obra especializada.

Também será estruturada uma rede nacional de centros de vigilância epidemiológica.

O apoio cubano à saúde no Haiti teve início em 1998 com o envio de médicos às regiões mais distantes e pobres do país e em seguida, com a formação de profissionais de saúde.

Análise da Notícia

Mais alguns dias e o terremoto que devastou o Haiti completará três meses.

Estima-se que 220 mil pessoas tenham morrido, mas esse número está longe da realidade. Podem ter sido mais de 500 mil.

Também não é possível saber ao certo quanto será necessário para que o país seja reconstruído. Sabe-se que esse processo vai durar ao menos 50 anos.

Isso se a comunidade internacional de fato mantiver o interesse no Haiti.

É o que veremos nesta quarta-feira na Conferência de Doadores que se realiza em Nova York.

Além do montante necessário, os países têm pela frente o desafio de fazer o dinheiro chegar às ações.

Embora neguem, as autoridades civis e militares que atuam na missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, sabem que a corrupção é a principal ameaça pós-tragédia.

Mesmo que decidam entregar aos haitianos a coordenação e a aplicação dos recursos arrecadados, precisam assumir a responsabilidade com a execução das obras, projetos e programas.

Do contrário, um monte de burocratas vai enriquecer à custa da solidariedade de terceiros

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