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Refugiados venezuelanos: situação em Roraima tende a piorar

Brasília – Apesar da ordem ter sido estabelecida em Pacaraima (RR), na fronteira com Santa Helena de Uairén, na Venezuela, a situação com os refugiados venezuelanos tende a piorar, uma vez que o ritmo de interiorização dos venezuelanos não acompanha a velocidade do fluxo migratório. O crescimento da população de rua, especialmente em Boa Vista, pode dar origem à novos confrontos.

Antes dos tumultos registrados no último sábado, 18, em Pacaraima, venezuelanos já haviam sido expulsos de Mucajaí, após conflitos registrados no dia 19 de março. Na oportunidade, um imóvel que abrigava cerca de 80 venezuelanos, foi queimado e os imigrantes expulsos.

O governo federal também não consegue convencer outros estados a receberem refugiados. Os estados contatados exigem saber primeiro quem são os venezuelanos que serão enviados. Os temores guardam relação direta com a segurança pública que pode ser afetada com o ingresso de criminosos, e a saúde, uma vez que a Venezuela não vacina sua população há anos.

Por outro lado, o governo de Roraima é acusado de não atuar para pôr fim aos problemas. Desde o início da onda migratória, a governadora Suely Campos, que é candidata à reeleição e está em quarto lugar nas pesquisas, defende o fechamento da fronteira.

Ela quer ainda cerca de R$ 190 milhões à título de indenização pelo uso dos serviços públicos do Estado pelos venezuelanos. Nesta semana, Campos cobrou a edição de um decreto presidencial exigindo passaporte para os venezuelanos que desejam ingressar no território brasileiro.

A governadora sabe que a esmagadora maioria dos imigrantes sequer tem condições de pedir a emissão do documento, o que reduziria drasticamente o fluxo em direção a Roraima. Além disso, o passaporte poderia funcionar como um filtro para identificar aqueles que têm ficha criminal, que seriam impedidos de entrar no Brasil.

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